Esquerda pede anulação de eleição mexicana

O líder esquerdista mexicano Andrés Manuel López Obrador e seu Partido da Revolução Democrática (PRD) apresentaram na noite da quinta-feira um pedido para invalidar o resultado da eleição presidencial de 1.º de julho, acusando o Partido Revolucionário Institucional (PRI), vencedor da disputa eleitoral, de comprar mais de 5 milhões de votos e gastar mais do que o permitido na campanha.

CIDADE DO MÉXICO, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2012 | 03h01

O presidente do PRD, Jesús Zambrano, e o coordenador da campanha de López Obrador, Ricardo Monreal, apresentaram 20 caixas de documentos, segundo eles repletas de provas de irregularidades. O tribunal eleitoral do México tem até o dia 6 de setembro para determinar qualquer impugnação e decidir se valida a disputa presidencial - que elegeu Enrique Peña Nieto com 38% dos votos.

Segundo analistas, a Justiça eleitoral mexicana dificilmente deliberará a favor do pedido de López Obrador, que obteve 3,3 milhões de votos a menos que o vencedor da disputa.

O ex-candidato do PRD afirma que apresentará um "plano nacional para a defesa da democracia e da dignidade do México", mas não deu detalhes sobre a estratégia, afirmando apenas que ela é "pacífica". Ele diz ter provas de que 5 milhões de votos foram comprados, em troca de cartões de produtos pré-pagos, material de construção, fertilizantes e dinheiro vivo. Segundo ele, governadores do PRI participaram da "confabulação".

Em 2006, quando perdeu por 0,56% para Felipe Calderón, López Obrador chamou seus seguidores às ruas e se proclamou "presidente legítimo".

Para o presidente do PRI, Pedro Joaquín Coldwell, López Obrador é um "mau perdedor". Coldwell rechaçou as acusações e disse que o partido irá se defender nos tribunais. / AP e AFP

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