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‘Estadão’ lança agregador de pesquisas da eleição americana

Ferramenta online dá a dimensão do favoritismo do democrata Joe Biden sobre Donald Trump

Daniel Bramatti e Guilherme Jardim Duarte, especial para o Estadão

29 de outubro de 2020 | 03h00

Se a eleição presidencial nos Estados Unidos fosse nesta quinta-feira, 29, e se nenhum fator externo afetasse o resultado, o democrata Joe Biden teria 83% de chances de vencer. Donald Trump não estaria fora do páreo, mas a probabilidade de ele conquistar um novo mandato seria de apenas 17%. É o que indica o mais recente resultado do agregador de pesquisas eleitorais do Estadão, que está online desde a terça-feira.

A ferramenta faz diariamente 10 mil eleições simuladas, com base em resultados de pesquisas eleitorais, e projeta a mais provável distribuição de delegados para cada candidato no colégio eleitoral dos EUA. Segundo a projeção mais recente, Biden ficaria com 357 dos 538 delegados, e Trump, com 181.

De cada 100 eleições simuladas, Biden venceu 83 – é por isso que a probabilidade de vitória neste momento seria de 83%. Na véspera, com outro pacote de pesquisas, a ferramenta apontou 87% de chances para o democrata.

Para vencer a eleição presidencial americana, um candidato precisa conquistar a maioria absoluta dos delegados no colégio eleitoral (pelo menos 270 de um total de 538). Cada Estado tem um número determinado de delegados. Na maioria dos casos, o vencedor em um Estado leva todos os delegados. Mas há exceções – Maine e Nebraska distribuem delegados segundo o vencedor em determinados distritos eleitorais.

Ao simular as chances de cada candidato com base em pesquisas recentes, o agregador reflete o presente, e não projeta o futuro. Pode haver mudanças de tendência na véspera ou no dia da eleição. Um fator externo como um desastre natural em um Estado-chave, por exemplo, pode definir a eleição.

Para Entender

Trump ou Biden? Ferramenta mostra quem venceria hoje nos EUA

A cada dia fazemos 10 mil eleições simuladas, com dados das pesquisas mais recentes, para estimar o resultado mais provável em cada Estado e no colégio eleitoral

As eleições simuladas do agregador do Estadão são virtuais, feitas no computador. Se as pesquisas indicam que em determinado Estado a disputa está apertada, em parte das simulações o vencedor será o democrata, e em outra parte semelhante será o republicano. Mas, se um dos candidatos é o franco favorito, ele sairá como vencedor em muitas simulações a mais que o adversário. Em cada uma das 10 mil rodadas, os delegados são distribuídos, e ao final se calcula a mediana do número de delegados conquistados por cada candidato.

Mediana é o número que fica no ponto central de um conjunto de valores ordenados. Se há, por exemplo, 13 itens ordenados do menor para o maior, a mediana estará na posição 7.

No total, o agregador concentra dados de cerca de 2,5 mil pesquisas eleitorais nacionais e estaduais. Esses levantamentos foram catalogados e publicados pelo estatístico Nate Silver, do site Five Thirty Eight. O modelo estatístico adotado pelo Estadão dá mais peso para números de institutos que se aproximaram mais do resultado da eleição de 2016. O mesmo acontece com pesquisas mais recentes. 

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