Dilla Campos/Estadão
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Estado com passado segregacionista, Geórgia pode definir eleição

Estado teve crescimento da participação de eleitores imigrantes, que aumentou consideravelmente nesta eleição

Dilla Campos / Especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2020 | 00h21

ATLANTA - O Estado da Geórgia pode definir as eleições para a presidência dos Estados Unidos a qualquer momento – causando euforia entre os eleitores de Donald Trump e de Joe Biden. O republicano se manifestou pelo Twitter, afirmando que todos os Estados reivindicados por Biden serão levados ao tribunal; Biden, por outro lado, afirmou que a democracia "às vezes é confusa e demanda paciência".

Com passado segregacionista, a Geórgia é dominada por republicanos, mas vê o crescimento da participação de eleitores imigrantes, que aumentou consideravelmente nesta campanha. Esse fator pode, pela primeira vez na história recente, mudar o rumo e os resultados das eleições no Estado.

A comunidade brasileira da Geórgia, por exemplo, é composta por mais de 80 mil pessoas  — dessas, muitas já têm cidadania americana e, em sua maioria, votaram, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus.

Famílias famílias imigrantes no Estado duramente afetadas pela pandemia e também por políticas duras de imigração implantadas por Trump, que chegaram a separar muitas delas.

O clima entre os residentes do Estado é de expectativa e apreensão. O Estado está visivelmente dividido. Jeff Collier, por exemplo, apoia  Trump. Perguntado sobre os motivos que o levaram a votar no republicano, declarou: “Votei em Trump porque ele não é político. Ele fez exatamente o que disse que faria. Ele baixou os impostos, removeu regulamentações, teve o menor desemprego de negros e hispânicos na história da América,  criou a melhor economia da nossa história, e mesmo sendo atacado por todos, ninguém conseguiu provar nenhuma acusação contra ele. Todos os ataques contra Trump caíram por terra e não foram provados.”

Já Maria Silva, brasileira com cidadania americana, defende Biden porque "não concordo com a arrogância de Donald Trump nem com a falta de critérios dele ao deportar ilegais". "Separando famílias, discriminando pessoas e causando sofrimento aos imigrantes. E ainda tem o fato de que Biden tem mais experiência para liderar o País e deixá-lo mais alinhado com o resto do mundo”, ressalta.

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