Jae C. Hong/AP
Jae C. Hong/AP

Depois da Pensilvânia, Estado de Nevada certifica vitória eleitoral de Biden

Equipe do presidente Donald Trump inicialmente questionou a legitimidade dos resultados, afirmando que um grande número de pessoas que não residiam no Estado havia votado, levando a questão ao tribunal

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2020 | 16h04

CARSON CITY, EUA - As autoridades de Nevada seguiram os passos de outros Estados considerados chave nas eleições presidenciais deste ano e também certificaram a vitória do democrata Joe Biden. Ainda nesta terça-feira, mais cedo, a Pensilvânia certificou os resultados eleitorais com vitória de Biden

A secretária de Estado, a democrata Barbara Cegavske, apresentou o resultado final ao Tribunal Supremo do Estado, que o certificou, blindando a vitória de Biden por mais de 30 mil votos. 

A equipe do presidente Donald Trump inicialmente questionou a legitimidade dos resultados em Nevada, algumas semanas atrás, afirmando que um grande número de pessoas que não residiam no Estado havia votado, levando a questão ao tribunal.

No entanto, com o passar dos dias, a margem de vitória de Biden sobre Trump no Estado se expandiu cada vez mais. Ao mesmo tempo, Trump sofreu derrotas em Estados muito mais populosos e, portanto, decisivos, como Pensilvânia e Geórgia, o que fez com que a campanha se concentrasse nesses lugares e aos poucos deixando a luta em Nevada de lado.

Assim, Biden levará definitivamente os seis delegados ao colégio eleitoral concedido pelo Estado, que se somarão aos 20 da Pensilvânia, aos 16 do Michigan e aos 16 da Geórgia, entre outros, que também oficializaram a vitória do democrata nos últimos dias.


Do total dos votos expressos em Nevada, metade foi pelo correio, enquanto 41% dos eleitores votaram antecipadamente, de modo que apenas uma parcela de 9% do eleitorado foi às urnas no dia das eleições, algo inusitado e explicado pelos efeitos da pandemia covid-19.

A secretária de Estado destacou que foi a primeira vez que o voto por correspondência foi permitido em Nevada e o registro pode ser feito no dia da eleição. "O resultado foi um modelo híbrido no qual os eleitores podiam escolher como participar", disse Cegavske, acrescentando que a participação atingiu um recorde no Estado.

Apesar de ser um dos chamados Estados-chave - que podem oscilar tanto para o lado democrata quanto para o republicano - Nevada tem votado consistentemente para os democratas em todas as eleições presidenciais desde 2004, quando optou pelo ex-presidente George W. Bush.

Embora publicamente ainda questione a legitimidade do resultado, a Casa Branca deu luz verde para iniciar a transferência de poder para Biden na segunda-feira, após Emily Murphy, chefe da Administração de Serviços Federais (GSA, na sigla em inglês), iniciar o processo de transição destravando recursos para que a equipe democrata assuma o controle da burocracia federal./EFE e AP  

 

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