Estado de saúde de opositor cubano é crítico

Em greve de fome há mais de 4 meses, dissidente tem infecção, complicações hepáticas e risco de trombose

Efe, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2010 | 00h00

HAVANA

O estado de saúde do dissidente cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome há mais de quatro meses, é considerado crítico. O quadro clínico inclui problemas hepáticos, uma infecção hospitalar e um coágulo perto da jugular (veia que recebe o sangue do cérebro), aumentando o risco de uma trombose.

O jornalista de 48 anos está consciente e recebe tratamento com antibióticos e soro para hidratação, mas há poucos dias o cateter utilizado para alimentação foi retirado por causa da suspeita de trombose. Os médicos recomendaram repouso para evitar que o coágulo se desloque.

Fariñas iniciou seu protesto em 24 de fevereiro, após a morte do preso político Orlando Zapata Tamayo, que estava em greve de fome havia 85 dias. O opositor exige que o governo liberte 26 presos políticos doentes.

Desde o dia 11 de março, Fariñas está internado em um hospital militar. O governo libertou somente Ariel Sigler, um dissidente paraplégico que estava muito doente, e transferiu outros 12 para penitenciárias em suas províncias de origem.

O estado de saúde de Fariñas agrava-se enquanto a Igreja Católica está mais perto de um acordo para a libertação de alguns presos políticos. Um fim trágico para o caso de Fariñas pode frustrar as negociações com o governo.

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