Estado do Arizona é conhecido por aprovar lei esdrúxula

O Estado do Arizona virou sinônimo de tudo quanto é lei esdrúxula nos Estados Unidos. Na semana passada, o Legislativo estadual aprovou uma lei exigindo que candidatos à presidência dos EUA mostrem certificado de nascimento aos moradores do Arizona, para provar sua cidadania. A lei foi inspirada pelo movimento dos "birthers" - eles acreditam que o presidente Barack Obama está na Casa Branca de forma ilegal, porque não nasceu nos EUA, e sim no Quênia.

AE, Agência Estado

30 de abril de 2010 | 08h41

O Arizona foi um dos últimos Estados a aderir ao feriado em homenagem a Martin Luther King, líder do movimento dos direitos civis. Os legisladores só aceitaram homenagear Luther King depois de um amplo boicote contra o Estado nos anos 90. Foram canceladas 170 convenções no Arizona e até a final do campeonato de futebol americano, o Super Bowl, em 1993, foi suspensa. Empresários do Estado amargaram um prejuízo de US$ 300 milhões até os legisladores finalmente aceitarem fazer um plebiscito sobre o feriado, que foi adotado.

Hoje em dia, até quem não tem nada a ver com a polêmica lei de imigração está sofrendo. A marca de chás Arizona Tea, que não tem nada a ver com o Arizona e é fabricada em Nova York, recebeu dezenas de telefonemas de consumidores revoltados, que prometeram nunca mais comprar a bebida.

Enquanto as leis de imigração são das mais rígidas do país, a legislação de porte de armas é das mais liberais. Qualquer pessoa pode portar uma arma no Estado, sem nenhum registro ou exame de antecedentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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