Estado indiano aumenta pena para caçadores ilegais

Um Estado do nordeste da Índia aprovou leis mais duras contra a caça ilegal. Um caçador pode ficar detido por até dez anos por matar um rinoceronte, elefante ou tigre. A nova lei é uma resposta ao fato de caçadores ilegais terem matado pelo menos nove rinocerontes ameaçados de extinção neste ano no interior e nas proximidades do Parque Nacional Kaziranga, no Estado de Assam, que é bastante conhecido por sua diversidade de vida selvagem.

AE-AP, Agência Estado

22 de outubro de 2010 | 19h05

Mais de 2 mil dos estimados 3 mil rinocerontes de um chifre que vivem soltos no país habitam o parque de 430 quilômetros quadrados. As novas penas, que passaram a valer na última quarta-feira e se aplicam apenas no Estado de Assam, são uma atualização do Ato de Proteção da Vida Selvagem do governo federal, de 1972, disse Rokybul Hussain, ministro de Florestas do Estado.

Os caçadores poderão ser multados em 50 mil rupias (US$ 1.085), valores cinco vezes mais altos do que os estipulados pela lei nacional, disse Hussain. O Estado também criou uma Força de Proteção Florestal com o objetivo de capturar o caçadores ilegais. A força, composta por 1 mil homens, é treinada pela polícia e terá armas mais modernas do que os guardas florestais que trabalham em outras partes do Estado, informou Hussain.

Os caçadores matam os rinocerontes por causa de seus chifres que, segundo algumas pessoas, possuem características afrodisíacas e podem curar febres e doenças estomacais. Um chifre de rinoceronte chega a valer 1,5 milhão de rupias (US$ 32.600) o quilo nos mercados clandestinos asiáticos, segundo autoridades de meio ambiente.

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