Karim Kadim/AP
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Estado Islâmico assume atentado a principal mercado de Bagdá, matando 70 pessoas

Grupo terrorista detonou caminhão-bomba em mercado popular de Cidade Sadr, bairro principalmente xiita; ataque deixou 170 feridos

O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 11h14

BAGDÁ - O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) assumiu nesta quinta-feira, 13, a autoria do atentado com caminhão-bomba que deixou pelo menos 70 mortos e 170 feridos em um mercado popular no bairro de Cidade de Sadr, no leste de Bagdá.

Um comunicado divulgado nas redes sociais afirmou que os "soldados do Estado Islâmico detonaram um caminhão-bomba no meio de um grupo de milicianos xiitas em um de seus redutos no leste de Bagdá".

"Isto é para que os xiitas provem os bombardeios que realizam contra nosso povo muçulmano", assinalou o EI, em alusão às operações das milícias xiitas e do exército contra áreas de maioria sunita controladas pelo grupo jihadista.

Segundo a nota dos terroristas, a explosão matou cerca de 90 milicianos xiitas e feriu mais de 200. No entanto, uma fonte policial informou que as vítimas são em sua maioria camponeses, que tinham ido ao mercado vender sua mercadoria.

A explosão do caminhão, carregado com uma grande quantidade de explosivos, destruiu várias lojas do mercado e incendiou veículos estacionados na região.

Moradores da comunidade xiita correram para ajudar as vítimas, retirando cadáveres em sacos de lixo e em cobertores, e levando os feridos para hospitais locais em ambulâncias ou em carros próprios. A explosão tomou grande parte do mercado, deixando carbonizada barracas de madeira."

"As quintas-feiras do mercado são especialmente lotadas porque as pessoas vêm de outras províncias para estocar alimentos para o fim de semana", disse um policial, acrescentando que o caminhão que explodiu era refrigerado, por isso era impossível de distingui-lo entre os outros caminhões que entregam produtos no mercado.

A região de Yamila está localizada no populoso distrito de Cidade de Sadr, com mais de dois milhões de pessoas, e de maioria xiita.

O Iraque enfrenta desde junho de 2014 uma cruenta guerra contra o EI, que conquistou amplas zonas de seu território e proclamou um califado neste país e na vizinha Síria. / EFE e AP

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