AP Photo/Halit Onur Sandal
AP Photo/Halit Onur Sandal

Turquia afirma ter obtido impressões digitais de autor de ataque a boate

Segundo vice-primeiro-ministro, política está perto de identificar atirador, que continua foragido; grupo Estado Islâmico reivindica autoria do ataque

O Estado de S. Paulo

02 Janeiro 2017 | 08h58

ANCARA - O vice-primeiro-ministro da Turquia, Numan Kurtulmius, disse que as autoridades do país obtiveram as impressões digitais e uma descrição básica do atirador que atacou uma boate de Istambul na noite de ano-novo. Segundo Kurtulmius, a polícia turca está próxima de identificá-lo.

Em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, o vice-primeiro-ministro confirmou que oito pessoas haviam sido detidas por uma possível ligação com o ataque. Kurtulmus afirmou que o ato foi uma mensagem de que as organizações extremistas pretendem continuar sua luta contra a Turquia em 2017. 

Mais cedo, o Estado Islâmico (EI) assumiu a responsabilidade pelo atentado que deixou 39 mortos. O atirador permanece foragido. O grupo jihadista fez a reivindicação em comunicado divulgado em um de seus canais de comunicação no aplicativo de mensagens Telegram, um método já utilizado no passado. Autoridades turcas não fizeram comentários de imediato sobre a informação. 

“Em continuação as operações abençoadas que o Estado Islâmico está conduzindo contra o protetor da cruz, a Turquia, um heroico soldado do califado atacou um dos clubes noturnos mais famosos onde os cristãos celebram seu feriado apóstata”, disse o comunicado. 

A Turquia, membro da aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), faz parte de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o EI, e lançou uma incursão na Síria em agosto para expulsar os militantes radicais islâmicos de suas fronteiras.

As autoridades disseram acreditar que o agressor possa ser de uma nação centro-asiática, suspeito de ter laços com o Estado Islâmico, segundo o jornal turco Hurriyet. A polícia distribuiu uma foto em preto e branco de baixa resolução do suposto agressor, tirada por uma câmera de segurança.

O ataque a tiros na boate Reina, às margens do Bósforo, abalou a Turquia em um momento no qual o país tenta se recuperar de uma fracassada tentativa de golpe de Estado, em julho, e uma série de atentados a bomba em cidades como Istambul e a capital Ancara, alguns atribuídos ao Estado Islâmico e outros a militantes curdos. 

Algumas pessoas pularam no Bósforo para se salvar após o atirador ter começado a atirar aleatoriamente, cerca de uma hora depois do ano-novo. Testemunhas descreveram terem buscado abrigo debaixo de mesas, à medida que o atirador disparava seu fuzil automático. 

Cidadãos de Arábia Saudita, Marrocos, Líbano, Líbia, Israel, Índia, um cidadão turco-belga e uma mulher franco-tunisiana estão entre os mortos, segundo autoridades. O jornal saudita al-Riyadh informou que cinco dos mortos eram sauditas. / REUTERS e AP

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