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Estado Islâmico confirma morte de 'Jihadi John'

Em sua revista online 'Dabiq', grupo diz que o combatente de cidadania britânica morreu em um ataque de drone em novembro

O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2016 | 07h00

O grupo Estado Islâmico confirmou nesta terça-feira a morte do combatente britânico "Jihadi John", em um ataque com drone na Síria. Na última edição da revista Dabiq, publicada em inglês pelo EI, a organização afirma que Mohammed Emwazi, conhecido pelos extremistas como Abu Muharib al Muhayir, morreu quando o veículo no qual viajava foi bombardeado na cidade de Raqqa, principal reduto dos jihadistas na Síria.


O governo dos Estados Unidos tinha afirmado pouco depois do ataque aéreo em Raqqa que tinha uma "certeza razoável" sobre a morte de Emwazi.

Identificado em fevereiro de 2015, Emwazi foi visto pela primeira vez em imagens divulgadas pelo EI pela internet em agosto de 2014, quando apareceu no vídeo da morte do jornalista americano James Foley. Além disso, ele também apareceu nos vídeos da decapitação dos americanos Steven Sotloff e Abdul-Rahman Kassig, dos britânicos David Haines e Alan Henning, e do japonês Kenji Goto.

Já em 2011, o MI-5, o serviço de inteligência da Grã-Bretanha, considerava Emwazi como um suspeito que deveria vigiar, pois ele era relacionado com outros grupos extremistas.

"Jihadi John" ficou famoso pelo seu forte sotaque britânico nos vídeos e por colocar uma faca no pescoço dos reféns, a ponto de decapitá-los, antes das imagens serem cortadas.

O EI, que consagra um artigo ao combatente britânico, identifica Emwazi  por seu apelido no grupo, "Abu Muharib Al-Muhajir". e o chama de "mártir" e "irmão honorável", e pede a Deus que o "envolva com sua compaixão".

A última aparição de "Jihadi John" foi em um vídeo de 31 de janeiro, que mostra a execução de um refém japonês.Programador em Londres, Emwazi havia nascido no Kuwait, em 1988, de uma família de origem iraquiana.

Em novembro, o porta-voz do Pentágono que anunciou a morte de Emwazi explicou que a ação representava um "golpe significativo para o prestígio do EI", apesar de esclarecer que o combatente não era uma "grande figura estrategista" nem um "membro-chave" em questões operacionais do grupo jihadista.

"Sua morte é significativa porque ele era uma ferramenta primária de recrutamento. Todos estamos familiarizados com esses vídeos horríveis de uma barbárie absoluta. Ele era um animal humano e matá-lo provavelmente faz com que o mundo seja um lugar melhor", disse na época o porta-voz americano. / AFP, EFE e Reuters

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