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Shawn Nickel/Reuters
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Estado Islâmico conta com pilotos desertores da Força Aérea da Síria

Para voar, radicais já tentaram roubar, sem sucesso, dois caças sírios de fabricação russa das forças do regime

Roberto Godoy, O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2015 | 04h00

O Estado Islâmico não tem uma força aérea – mas tem pilotos militares treinados. São cerca de 35, segundo a inteligência da coalizão ocidental que combate o EI – quase todos são desertores sírios. No grupo, há também ex-oficiais iraquianos e voluntários sudaneses.

Para voar, os radicais já tentaram roubar dois caças sírios, do 697º Esquadrão, na base de Salgaya, unidade responsável pela defesa aérea de Damasco. Provavelmente, teriam seguido para a base de Saladino, no Iraque, sob domínio do EI.

Segundo um porta-voz do Ministério de Defesa russo, que atua a favor do regime de Bashar Assad, um time de infiltrados dos rebeldes tentou tomar dois jatos, um MiG-29A Fulcrum e um Su-25 de bombardeio leve. Não conseguiram. 

O Estado Maior conjunto bilateral da Rússia e da Síria teme a repetição dessa ação em países vizinhos, ou do norte da África, muito mais vulneráveis. 

Em razão dos incidentes, o comando expedicionário incorporou ao vasto arsenal mobilizado desde setembro para a Síria o sistema Pantsir S1, de defesa antiaérea. O equipamento combina lançadores de mísseis e dois canhões de controle digital. 

Poder de fogo. Cada conjunto padrão é composto por seis carretas lançadoras semiblindadas, além dos veículos de apoio: carro de comando-controle, radar secundário, remuniciadores e unidade meteorológica. O radar de detecção localiza os alvos na cadência de 10 por minuto. 

O tempo de reação é estimado em 20 segundos. Cada disparador é carregado com 12 mísseis 57E6. Leva ainda canhões de 30mm de tiro rápido – com acessórios que permitem localizar e abater aeronaves no limite entre 15 km e 20 km, voando a até 15 mil metros de altitude. 

Alerta. “Precisamos estar preparados para tudo”, justificou em nota oficial do Comando Aeroespacial da Rússia o chefe da força, general Viktor Bondarev. Para ele, os recursos mobilizados “devem estar disponíveis em tempo integral”.

A força-tarefa é grande. No Mar Cáspio, distante 1.500 km, há duas fragatas da classe Gepard, lançadoras de mísseis de cruzeiro Kalibr, e mais duas corvetas de escolta da série Buyan. Na esteira, uma frota aérea: 12 caças supersônicos Su-24M, 12 bombardeiros leves Su-25M, 6 caças de uso múltiplo Su-34B, 4 supersônicos Su-30 de controle do espaço, mais 15 helicópteros Mi-24 e Mi-8, além de lançadores Pantsir S1.

Os EUA estimam em 4 mil o número de militares russos transferidos desde setembro. 

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