Estado Islâmico diz ter decapitado segundo soldado libanês

Jihadistas disseram que o militar estava em cativeiro e tentou fugir; mãe do soldado disse que fotos divulgadas parecem verdadeiras 

O Estado de S. Paulo

06 de setembro de 2014 | 19h11

BEIRUTE - O grupo jihadista Estado islâmico (EI) diz ter decapitado neste sábado, 6, um soldado libanês integrante de um grupo que é mantido em cativeiro pelos extremistas desde agosto, informou a imprensa libanesa.

Em comunicado enviado à agência turca Anatólia repercutido pelos meios libaneses, o grupo jihadista garantiu que tomou essa decisão porque "o militar tentou fugir e atirou contra os combatentes".

A imprensa libanesa afirmou o militar era Abbas Medlej, original da cidade de Baalbeck, localizada no vale oriental do Bekaa. A conta da rede jihadista Tripoli Sham no Twitter exibiu uma imagem da cabeça do soldado depois da decapitação.

A mãe do soldado disse que parecem verdadeiras as fotos publicadas na internet. "Meu filho foi sacrificado", disse Zeinab Noun, mostrando uma foto do tamanho das usadas em passaportes. O Exército libanês disse que o ocorrido está sendo investigado.

Esse é o segundo soldado libanês a ser decapitado pelo EI. No dia 1.º, o grupo devolveu os restos mortais do soldado Ali al Sayed. Cerca de 20 integrantes da forças de segurança libanesas estão em poder dos jihadistas.

A decapitação ocorre no momento em que uma delegação do Catar tenta fazer a mediação para obter a libertação dos soldados e policiais que foram tomados como reféns no mês passado pelos jihadistas do EI, da Frente al-Nusra e outros grupos extremistas na região de Arsal, na fronteira com a Síria, onde enfrentaram o Exército libanês.

Três soldados sequestrados pediram aos parentes que se mobilizassem para conseguir sua libertação e pediram ao grupo xiita libanês Hezbollah para retirar seus combatentes da Síria, onde lutam ao lado das tropas do presidente sírio, Bashar Assad. Segundo a emissora A Voz do Líbano, os jihadistas exigem a libertação de 400 prisioneiros extremistas e o pagamento de US$ 5 milhões para libertar os reféns.

O Estado Islâmico tem atraído atenção mundial desde junho, quando tomou conta rapidamente de grandes áreas no norte e no oeste do Iraque.

A organização terrorista segue uma violenta interpretação do Islã e tem sido acusada de violar os direitos humanos e cometer crimes de guerra, incluindo massacres. O EI também decapitou dois jornalistas americanos, Steven Sotloff y James Foley. / EFE

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