REUTERS/Yaser Al-Khodor
REUTERS/Yaser Al-Khodor

Estado Islâmico e seguidores cometeram 4,9 mil ataques desde 2002

Estudo de universidade americana mostra que mais de 33 mil pessoas foram mortas por ações dos grupos terroristas entre 2002 e 2015

O Estado de S. Paulo

10 Agosto 2016 | 16h15

O grupo extremista Estado Islâmico, seus antecessores e aqueles que juraram lealdade ao grupo, além das pessoas inspiradas por ele, cometeram entre 2002 e 2015 4.900 ataques, que deixaram mais de 33 mil mortos, de acordo com um estudo realizado por uma universidade americana.

Os números representam 13% dos atentados cometidos em todo o mundo nesse período e 26% do número de vítimas, de acordo com o relatório do estudo Study of Terrorism and Response to Terrorism (START), da Universidade de Maryland.

A lista começa com o assassinato em 2002 na Jordânia do diplomata americano Laurence Foley por um pequeno grupo liderado por Abu Musab al-Zarqawi, que segundo os autores do relatório se desenvolveu para se tornar em 2013 na estrutura conhecida hoje como "Estado Islâmico".

Além dos 33 mil mortos, os grupos e indivíduos deixaram cerca de 41 mil feridos e estiveram envolvidos no rapto de mais de 11 mil pessoas, diz o estudo. Em 80% dos casos, os ataques foram realizados com explosivos e apenas 16% com armas de fogo.

Entre outubro de 2002 e abril de 2013, os dois grupos que precederam o nascimento de EI - Al-Qaeda no Iraque e Estado Islâmico no Iraque - cometeram seus ataques quase exclusivamente (95%) no Iraque.

Desde maio de 2013 até o final do ano, o EI realizou em média 46 ataques por mês. O número aumentou em 2014 para 106 ataques por mês, ligeiramente reduzindo a 102 por mês em 2015.

O ataque que deixou mais mortos, de acordo com este estudo, aconteceu em junho de 2014 no Iraque, quando 1.600 recrutas do exército iraquiano foram sequestrados em Tikrit e quase todos foram mortos.

O consórcio universitário START também listou 30 organizações em todo o mundo consideradas filiadas ao EI. O estudo obteve os números do Banco de Dados Global sobre o Terrorismo (Global Terrorism Database, GTD), atualizado cotidianamente por START, que registrou mais de 150.000 incidentes deste tipo em todo o mundo desde 1970. /AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.