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Estado Islâmico enfrenta batalha no Iraque e bombardeio na Síria

insurgentes reforçaram Ramadi nesta segunda-feira, 25, mobilizando combatentes para se prepararem para a luta contra as forças de seguranças e os paramilitares que avançam para a capital provincial

O Estado de S. Paulo

25 de maio de 2015 | 16h34

BAGDÁ/BEIRUTE - O Estado Islâmico (EI) enviou mais combatentes a Ramadi enquanto forças de segurança e paramilitares xiitas se preparavam para retomar a cidade iraquiana, que caiu nas mãos dos militantes islâmicos há uma semana, em um grande revés para o governo.

Em Palmyra, a Força Aérea síria alvejou edifícios capturados pelo grupo militante sunita, cuja chegada despertou o temor de que as famosas ruínas romanas da cidade sejam destruídas. A Força Aérea destruiu “esconderijos” do Estado Islâmico e matou um grande número de seus membros nos arredores da base militar de Palmyra, afirmou a mídia estatal síria.

O Estado Islâmico executou pelo menos 217 pessoas, incluindo crianças, desde que rumou para a região de Palmyra dez dias atrás, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede em Londres. Outros 300 soldados foram mortos antes de a cidade síria ser tomada, informou a entidade.

Os insurgentes reforçaram Ramadi nesta segunda-feira, 25, mobilizando combatentes para se prepararem para a luta contra as forças de seguranças e os paramilitares que avançam para a capital provincial, que fica 110 quilômetros a noroeste da capital, Bagdá.

Forças iraquianas reconquistaram terreno ao leste de Ramadi desde que lançaram uma contraofensiva no sábado, uma semana após a ocupação da localidade, e nesta segunda-feira retomaram uma área rural ao sul da cidade.

A captura de Ramadi e Palmira foram os maiores êxitos do Estado Islâmico desde que uma coalização liderada pelos Estados Unidos iniciou uma campanha aérea contra a facção radical no ano passado. As vitórias quase simultâneas dos militantes contra os Exércitos iraquiano e sírio obrigaram Washington a reavaliar sua estratégia de conduzir bombardeios aéreos, enquanto deixa os combates terrestres a cargo de forças locais./ REUTERS 

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