AP Photo/Militant Website
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Estado Islâmico joga homem homossexual de prédio na Síria

Grupo jihadista usa assassinatos para intimidar população local; Grã-Bretanha diz que ex-fuzileiro morreu em combate contra o EI

O Estado de S. Paulo

04 Março 2015 | 16h30

BEIRUTE - O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) matou na terça-feira 3 um jovem que, segundo os extremistas, era homossexual na província síria de Raqqa, principal bastião do grupo. O EI afirmou que o homem era acusado de "cometer atos indecentes com outro homem".

O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos afirmou que os jihadistas jogaram o jovem do alto de um edifício e depois o apedrejaram na frente da população.

Essa não é a primeira vez que os jihadistas matam homossexuais. No dia 10 de janeiro, um civil foi apedrejado em Alepo, diante de uma multidão.


Esses assassinatos são frequentes nas regiões ao norte da Síria controladas por grupos radicais como o EI e a Frente al-Nusra, ligada à Al-Qaeda, como método para aterrorizar a população e forma de propaganda para a comunidade internacional.

Combate. Nesta quarta-feira, 4, um parlamentar da Grã-Bretanha informou que um ex-fuzileiro da Marinha Real possivelmente se tornou o primeiro britânico morto lutando contra militantes do EI na Síria.

Erik Scurfield, de 25 anos, foi para a Síria por iniciativa própria e morreu após ser atingido por um tiro de morteiro na segunda-feira, quando lutava ao lado das forças curdas YPG perto de Tal Hamis, no nordeste da Síria. "Nós estamos devastados de confirmar a morte de nosso filho Konstandinos Erik Scurfield na Síria para onde foi para apoiar as forças opostas ao Estado Islâmico", disse sua família em comunicado.

O parlamentar britânico Dan Jarvis disse que a família, de Barnsley, no norte da Inglaterra, foi até ele semanas atrás com preocupações sobre o filho. "Erik era um ex-fuzileiro naval experiente que estava horrorizado pelas atrocidades do Estado Islâmico", disse Jarvis em nota. "O que sua família sabia era que ele havia viajado para a Síria com esperança de providenciar suporte médico e humanitário como um especialista em medicina no campo de batalha.

O escritório britânico do Exterior reiterou seu alerta à britânicos para não viajarem para a região. "Existe um problema que precisa ser revisado, já que Erik certamente não foi a primeira pessoa a viajar para Síria para juntar forças contra o Estado Islâmico", disse Jarvis.

A Grã-Bretanha estima que 600 muçulmanos britânicos viajaram para a região para se juntar ao conflito, incluindo Mohammed Emwazi, revelado na última semana como o militante mascarado "Jihadi John", que apareceu em vídeos do Estado Islâmico decapitando reféns. /EFE e REUTERS

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