Estado Islâmico liberta 93 curdos, diz grupo opositor sírio

Grupo jihadista havia capturado as pessoas em fevereiro durante o avanço para o Iraque; alguns continuam como reféns

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2014 | 10h47

BEIRUTE - O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) libertou 93 curdos sírios capturados em fevereiro durante o avanço do norte da Síria para o vizinho Iraque, disse nesta terça-feira, 4, um grupo que monitora o conflito.

O EI capturou cerca de 100 pessoas acusadas de serem integrantes do grupo curdo adversário dos militantes do Partido de União Democrática (PYD), de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado na Grã-Bretanha. Não ficou claro porque as pessoas foram soltas.

Alvo de ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos na Síria e no Iraque, o grupo extremista soltou os reféns, menos seis curdos, na Síria na segunda-feira, disse o Observatório. As pessoas que permaneceram detidas foram acusadas de roubo - o EI disse que vai cortar fora a mão direita delas como punição, acrescentou o Observatório, que reúne informações por meio de uma rede de fontes.

Os curdos foram capturados enquanto atravessavam áreas nos arredores da cidade síria de Kobani, na fronteira com a Turquia, em uma estrada a caminho do Curdistão iraquiano. O EI também enfrenta combatentes curdos no Iraque.

Milhares de curdos sírios usaram a rota a caminho do Iraque este ano para escaparem do avanço jihadista na Síria. Nas últimas semanas, o EI intensificou o ataque a Kobani e arredores.

Entre os curdos soltos na segunda-feira, 53 conseguiram chegar à Turquia e a localização dos outros 40 é desconhecida, disse o Observatório. Os extremistas ainda mantêm cerca de 70 curdos como reféns, acrescentou o grupo. /REUTERS

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