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Estado Islâmico liberta mais de 200 yazidis

Eles permaneceram mais de oito meses sob poder do grupo jihadista, após serem capturados no norte do Iraque

O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2015 | 21h24

 BAGDÁ -O grupo Estado Islâmico (EI) libertou mais de 200 yazidis que permaneciam como reféns havia oito meses, informou ontem um comandante dos peshmergas, as forças armadas da região curda do Iraque.

“Recebemos 217 yazidis, incluindo mulheres e crianças, na Província de Kirkuk, norte do Iraque”, afirmou à AFP o general Westa Rasul. “Negociamos durante dias com os líderes tribais em Hawijah e conseguimos libertar os yazidis sequestrados”, disse Rasul, referindo-se a uma cidade de Kirkuk controlada pelo EI.


Os yazidis e dois cristãos foram libertados na segunda-feira na Província de Nínive, noroeste de Kirkuk, mas demoraram dois dias para chegar ao território controlado pelos curdos, segundo o comandante. Idosos eram a maioria dos libertados, mas também havia cerca de 40 crianças. Eles estavam em péssimo estado de saúde e sinais de abusos e negligência. Alguns estavam tão exaustos que nem conseguiam falar. Os que precisavam tratamento foram levados de ambulância e mesmo de ônibus para o hospital.

Não foi dada nenhuma razão para a libertação dos yazidis que haviam sido sequestrados perto de Sinjar, norte do Iraque. “Os militantes levaram todo nosso dinheiro e joias. Vivemos sob um medo constante até nossa libertação”, disse Jar-Allah Frensis, um agricultor cristão de 88 anos que tinha sido capturado em Sinjar com a mulher e o filho. Esse disse que foram separados do filho e não sabe de seu paradeiro.


“Estamos felizes agora”, disse o yazidi Mahmoud Haji. “Temíamos que nos matassem ou levassem para a Síria e Raqqa”, a capital de facto do “califado” declarado pelo Estado islâmico.

Esta é a segunda libertação do tipo. Em janeiro, quase 200 idosos foram libertados. Os yazidis, considerados infiéis pelos jihadistas, têm uma religião derivada do islamismo, cristianismo e zoroastrismo. / AP e REUTERS

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