Estado Islâmico mata 40 em área sunita no leste do Iraque

Ao menos 25 soldados e policiais morreram; outras 15 pessoas, a maioria parentes dos oficiais, foram executadas

O Estado de S. Paulo

10 de abril de 2015 | 17h47

 BAGDÁ- Combatentes do Estado Islâmico (EI) lançaram um ataque contra áreas ocupadas pelo governo na Província de Anbar, no leste do Iraque. Ao menos 25 soldados e policiais morreram. Outras 15 pessoas, a maioria parentes dos oficiais, foram executadas. Os ataques ocorreram em Albu Faraj, cidade ao norte de Ramadi, capital da província.

O ataque do EI foi lançado em reposta a uma ofensiva que teve início dois dias antes, comandada pelo Exército iraquiano, que tinha como objetivo expulsar a milícia islâmica de Anbar, uma das principais províncias sunitas do Iraque. 

O alvo do ataque foi um comboio de policiais e militares enviados a Albu Faraj. Um homem-bomba detonou seus explosivos no fim da manhã. Entre os feridos está o general Kadhim al-Duleimi, comandante da polícia de Anbar. À tarde, houve mais ataques. As autoridades provinciais ainda tentavam à noite determinar o número total de vítimas das ações. 

O líder do conselho provincial de Anbar, Sabah Karhout, pediu ao primeiro-ministro, Haider Abadi, que envie com urgência reforços militares e suprimentos para os combatentes. Segundo ele, falta munição para os combatentes.

Abadi visitou Anbar na terça-feira e declarou o início da operação para liberar o “coração” da região sunita, procurando capitalizar a vitória da semana passada sobre o EI na cidade de Tikrit.

Mas, no começo da tarde de ontem, uma fonte da polícia de Ramadi afirmou que insurgentes ocuparam metade da área de Albu Faraj e, mais tarde, Athal al-Fahdawi, um membro do conselho provincial, disse que o local foi totalmente dominado.

Um oficial do Exército e a fonte policial culparam alguns membros da tribo Albu Faraj por deixar os militantes se infiltrarem em sua área. Os insurgentes também tomaram a localidade adjacente de Albu Aitha, de acordo com Fahdawi e com o líder tribal local Sheikh Ghassan al-Ithawi. / REUTERS e NYT

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