Estado Islâmico não fez contato com familiares ou governos de reféns

A família do piloto jordaniano mantido pelo Estado Islâmico disse neste sábado que não recebeu informações do grupo sobre o que aconteceu com o refém desde que os militantes ameaçaram matá-lo.

Estadão Conteúdo

31 de janeiro de 2015 | 08h24

O Estado Islâmico ameaçou, em mensagem de áudio, matar o tenente Muath al-Kaseasbeh ao pôr-do-sol de quinta-feira (no Iraque) a menos que a Jordânia libertasse Sajida al-Rishawi, iraquiana condenada à morte por participar de um ataque suicida. O governo jordaniano disse que não libertaria a prisioneira sem provas de que o piloto está vivo.

O destino do piloto de 26 anos está ligado ao do jornalista japonês Kenji Goto, que também foi capturado pelos militantes.

O vice-ministro de Relações Exteriores do Japão, Yasuhide Nakayama, disse na noite de sexta-feira que os esforços para libertar Goto estavam "em estado de impasse".

"O prazo final passou e a realidade é que várias horas transcorreram desde então, então estamos fazendo tudo o que podemos para conseguir mais informações", disse ele.

Em seu suposto ultimado, os militantes não disseram o que aconteceria com Goto se al-Rishawi não fosse libertada.

A família do piloto também disse que não recebeu qualquer tipo de informação. "Estamos esperando", declarou neste sábado Jawad al-Kaseasbeh, irmão de Muath al-Kaseasbeh. "Não recebemos nada de novo, nem do governo nem de fontes informais."

O avião de Al-Kaseasbeh caiu numa área controlada pelo Estado Islâmico no nordeste da Síria em dezembro. Ele é o primeiro piloto estrangeiro a ser capturado pelo grupo desde que a coalizão liderada pelos Estados Unidos iniciou os ataques aéreos contra os extremistas em setembro. A Jordânia faz parte da coalizão.

Goto foi capturado em outubro, após ter viajado para a Síria para tentar libertar o japonês Haruna Yukawa, que provavelmente foi assassinado pelo grupo extremista.

O drama dos reféns começou na semana passada, depois que os militantes ameaçaram matar Goto e Yukawa em 72 horas, a menos que o Japão pagasse um resgate de US$ 200 milhões.

Posteriormente, os militantes exigiram a libertação de al-Rishawi, de 44 anos, sentenciada à morte por enforcamento por sua participação num ataque a hotéis de Amã em 2005, que deixou 60 mortos. A mensagem dizia também que Yukaw havia sido morto.

Jordânia e Japão realizam negociações indiretas com os militantes, por meio de líderes tribais iraquianos. Fonte: Associated Press.

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