REUTERS/Azad Lashkari
REUTERS/Azad Lashkari

Estado Islâmico promove ataque em retaliação às forças do Iraque que avançam em Mossul

Ação do grupo jihadista matou seis membros das forças de segurança e dois iranianos que faziam manutenção em uma usina de energia

O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2016 | 11h33

BAGDÁ - O Estado Islâmico (EI) lançou um grande contra-ataque sobre a cidade de Kirkuk nesta sexta-feira, 21, enquanto forças iraquianas e curdas levam adiante operações para retomar territórios nos arredores de Mossul, como preparativo para uma ofensiva no último grande bastião dos jihadistas no Iraque.

O ataque do grupo a Kirkuk, situada em uma região de produção de petróleo, matou seis membros das forças de segurança e dois iranianos que integravam uma equipe que realizava manutenção em uma usina de energia do lado de fora da cidade, disse uma fonte em um hospital.

As instalações de produção de petróleo bruto não foram visadas e a transmissão de eletricidade não sofreu interrupções na cidade. Kirkuk está localizada ao leste de Hawija, uma região ainda sob controle do EI que fica entre Bagdá e Mossul.

Com apoio aéreo e terrestre da coalizão liderada pelos EUA, forças do governo do Iraque capturaram oito vilarejos ao sul e ao sudeste de Mossul. Forças curdas que atacavam do norte e do leste também tomaram diversos vilarejos, de acordo com comunicados de seus respectivos comandos militares.

A ofensiva iniciada na segunda-feira para capturar Mossul deve se tornar a maior batalha travada em solo iraquiano desde a invasão comandada pelos EUA em 2003.

A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que Mossul pode exigir a maior operação de ajuda humanitária do mundo, e as previsões mais pessimistas estimam até 1 milhão de desabrigados. Acredita-se que cerca de 1,5 milhão de moradores ainda estão em Mossul. Até agora os combates obrigaram 5.640 pessoas a fugir de suas casas nas imediações da cidade, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) na quinta-feira.

Cerca de 5 mil membros das forças americanas estão no Iraque. Mais de 100 tropas atuam junto aos iraquianos e curdos peshmerga, aconselhando comandantes e ajudando-os a garantir que os bombardeios aéreos da coalizão atinjam os alvos certos, comunicaram autoridades. / REUTERS

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