AFP PHOTO / MOHAMAD ABAZEED
AFP PHOTO / MOHAMAD ABAZEED

Estado Islâmico realiza ataque com gás químico na Síria e afeta mais de 20 pessoas

Combatentes afetados foram transferidos à província turca de Kilis, onde foram hospitalizados e submetidos a tratamentos em uma unidade especializada

O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2016 | 17h05

ANCARA - O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) realizou um ataque com gás químico no norte da Síria, segundo informações de fontes do Exército turco neste domingo, 27, causando a internação de 22 combatentes.

"Os 22 membros opositores mostram em seus olhos e corpos sintomas de terem estado expostos a gás químico após um ataque com mísseis do EI na região de Haliliye, na Síria", disseram fontes do Estado-Maior turco citadas pelo jornal Hürriyet.

As fontes, que não detalharam quando aconteceu o ataque, indicaram que os jihadistas transformaram obuses de artilharia em armas químicas com cloreto, com o que se confirma a suspeita que a Turquia já havia alertado: que os membros do grupo recorrem a ataques químicos na região de Al Bab, no norte da Síria.

Os combatentes afetados, membros do Exército Livre da Síria (ELS), foram transferidos à província turca de Kilis, situada na fronteira com a Síria, onde foram hospitalizados e submetidos a um tratamento em uma unidade especializada em danos causados por armas químicas, biológicas e radioativas.

De acordo com a agência de notícias turca Anadolu, os combatentes apresentavam náuseas e fortes dores de cabeça, que são os primeiros sintomas de um ataque químico.

Em comunicado, o Exército turco também informou que um combatente morreu e outros 14 ficaram feridos em confrontos com o EI durante a operação turca "Escudo de Eufrates", iniciada em 24 de agosto após a entrada das forças armadas turcas em terreno sírio, em apoio ao ELS. Além disso, as bombas de caças-bombardeiros das Forças Aéreas turcas destruíram quatro alvos do EI.

Entre 300 e 500 soldados turcos participam dessa operação, a mais ambiciosa já lançada pela Turquia em solo sírio desde o início do conflito no país árabe, em 2011. Autoridades turcas indicaram que a operação se dirige tanto contra o EI como contra as Unidades de Proteção do Povo (YPG), uma milícia curdo-síria que conta com o apoio dos EUA, mas que Ancara combate por considerá-la uma organização terrorista. / EFE

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