AFP /WAKIL KOHSAR
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Estado Islâmico reivindica ataque contra embaixada do Iraque em Cabul

Segundo o governo iraquiano, duas pessoas morreram no ataque - dois guardas de nacionalidade afegã

O Estado de S.Paulo

31 Julho 2017 | 12h30

CABUL - O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou um ataque realizado nesta segunda-feira,31, contra a Embaixada do Iraque em Cabul, que fica no centro da capital afegã. Segundo o governo iraquiano, duas pessoas morreram, dois guardas de nacionalidade afegã. O ministério do Interior afegão citou apenas uma policial ferido. 

"O ataque terminou, todos os criminosos foram mortos", anunciou pouco depois das 15H30 locais (8H00 de Brasília) o ministério do Interior afegão, depois de informar que quatro criminosos, incluindo um homem-bomba, abriu o caminho aos demais. 

"Os diplomatas iraquianos foram levados para um local seguro, ninguém ficou ferido", afirma o comunicado. 

"O encarregado de negócios (que substitui o embaixador) foi levado para a embaixada do Egito", informou a chancelaria iraquiana em nota.  

A agência de propaganda do EI, Amaq, reivindicou o atentado e mencionou em um comunicado em árabe "dois combatentes", sem revelar mais detalhes.

Essa é a primeira vez que a embaixada do Iraque em Cabul é alvo de um ataque, depois de vários atentados contra representações ocidentais.

O ministério afegão havia confirmado o ataque em uma nota divulgada mais cedo: Às 11H20 (3H50 de Brasília, um grupo de quatro terroristas atacou a embaixada iraquiana no distrito 4 de Cabul", no centro da cidade. 

"Um primeiro homem-bomba explodiu na entrada do local e outros três abriram caminho. A polícia reagiu rapidamente e os funcionários da embaixada foram levados para um local seguro", completava o texto.

De acordo com uma fonte oficial, as forças especiais foram mobilizadas e os civis retirados da área. 

Os moradores da região afirmaram que ouviram as primeiras explosões pouco depois das 11H00 (3H30 de Brasília). Eles mencionaram explosões, tiros e o uso de granadas.

Viaturas da polícia e ambulâncias foram enviadas ao local do ataque.

As lojas de Shar-e-Now, elegante bairro comercial de Cabul, foram fechadas, enquanto diversas pessoas fugiam em pânico. 

O governo afegão condenou o ataque, enquanto o ministério das Relações Exteriores do Iraque informou que acompanhava a situação com as "autoridades afegãs competentes e os países amigos".

O ataque coincide com uma série de derrotas do EI na Síria e Iraque, onde o grupo extremista perdeu seu reduto de Mossul recentemente. 

"O EI deseja enviar uma mensagem a vários Estados, não apenas o Iraque, para provar que está presente em todas as partes, especialmente depois das vitórias registradas pelas forças de segurança iraquianas", disse o cientista político Essam Al Fili. 

O grupo atua no Afeganistão desde o início de 2015. 

O EI reivindicou vários atentados no centro de Cabul no último ano, o primeiro deles o de 23 de julho de 2016, que deixou 84 mortos e 300 feridos entre a minoria xiita afegã. / AFP

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