Florian Wieser/ EFE
Florian Wieser/ EFE

Estado Islâmico reivindica autoria de ataque em Viena

Autoridades austríacas identificaram o suposto terrorista como Kujtim Fejzulai, condenado a 22 meses de prisão em 2019 por querer se juntar ao EI

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2020 | 15h59

O grupo jihadista do Estado Islâmico (IS) assumiu nesta terça-feira, 3, a responsabilidade pelo tiroteio que deixou pelo menos quatro mortos e 22 feridos em Viena, em um comunicado publicado em seus canais do Telegram.

A organização extremista aponta "um soldado do califado" como o responsável pelos tiroteios perto de uma sinagoga e da Ópera de Viena. Ele se direcionou a "alguns grupos atacando-os com uma arma automática e faca", segundo a nota divulgada através da rede de mensagens.

Em texto à parte, acompanhado de foto do agressor armado, a agência de propaganda Amaq o identifica pelo nome de guerra "Abu Dayena al Albani", que indica sua origem albanesa. "Fontes de segurança disseram ao Amaq que um combatente do Estado Islâmico atacou grupos no centro da cidade de Viena na noite passada (...) e confrontou membros da polícia que compareceram ao local", segundo a nota.

Da mesma forma, as fontes disseram a Amaq que o extremista "matou e feriu cerca de 30 pessoas", incluindo "um oficial e membros da Polícia, antes que a Polícia matasse o autor do ataque na mesma noite com as balas da Polícia Austríaca", conclui a nota.

Em um vídeo, o extremista jurou lealdade ao novo líder do Estado Islâmico, Abu Ibrahim al Qurashi, que sucedeu  Abu Bakr al Baghdadi, assassinado há um ano, enquanto portava as três armas com as quais teria realizado o ataque.

As autoridades austríacas identificaram o suposto terrorista como Kujtim Fejzulai, 20 anos, nascido na Áustria e filho de pais albaneses da Macedônia do Norte. Ele foi condenado a 22 meses de prisão em 2019 por querer se juntar ao EI.

Na noite passada, esse jovem, que estava nos registros policiais de radicais islâmicos, mas que não era considerado uma ameaça, espalhou o terror por nove longos minutos no centro de Viena com um kalashnikov, uma pistola automática e um facão. Três outras pessoas, duas mulheres e um homem, morreram no hospital devido aos ferimentos causados pelo tiroteio indiscriminado contra o agressor.

Repercussão

Governos de diversos países, entre eles Alemanha e França, reagiram aos ataques, condenando a violência do incidente, classificado pelo governo local como um ato de terrorismo. "Nós, franceses, compartilhamos o choque e a tristeza do povo austríaco atingido por um ataque no coração de sua capital, Viena", escreveu o presidente francês Emmanuel Macron, no Twitter. "Depois da França, um país amigo é atacado. Esta é a nossa Europa. Nossos inimigos devem saber com quem estão lidando. Não vamos desistir."

O premiê britânico Boris Johnson também se colocou ao lado das vítimas. O primeiro ministro da Itália, Giuseppe Conte, e o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, publicaram mensagens nas redes sociais./ AFP e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.