Ozan KOSE / AFP
Ozan KOSE / AFP

Estado Islâmico resgata mulheres que estavam em poder de milícias curdas

Grupo extremista afirmou que seus combatentes entraram em uma instalação que era controlada pelo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) para 'libertar um certo número de mulheres'

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2019 | 14h55
Atualizado 18 de outubro de 2019 | 15h10

DAMASCO - O Estado Islâmico (EI) divulgou nesta quinta-feira, 17, o resgate de um grupo de mulheres que seriam integrantes da organização jihadista e que estavam em poder de milícias curdas na província de Raqqa, no norte da Síria, em meio a ofensiva militar da Turquia na região.

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A ofensiva foi realizada horas antes de os Estados Unidos e a Turquia chegaram a um acordo para um cessar-fogo na Síria. O acordo foi negociado entre o vice-presidente americano, Mike Pencee o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Segundo a agência de notícias Amaq, usada pelo EI para fazer propaganda, combatentes entraram nas instalações controladas Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), milícia curdo síria que atua na Turquia, em Mahmudli, mataram seis membros da organização e libertaram as mulheres detidas.

Nos últimos dias, vários grupos de parentes de membros do Estado Islâmico escaparam do acampamento de Ain Issa. Primeiro, foi registrada uma fuga de 785 estrangeiros. Dois dias depois, em um motim, houve nova evasão e ainda o incêndio do local.

As pessoas que conseguiram deixar a região partiram em direção a áreas controladas por rebeldes sírios que apoiam a Turquia, que iniciou operação militar em 9 de outubro.

A perspectiva de que milhares de jihadistas possam ter escapado em razão do caos causado pela invasão turca no noroeste da síria preocupa muitos países.

Os governos europeus temem que isso possa levar ao ressurgimento do grupo que causou estragos por meio de ataques no Ocidente e que antes controlava partes da Síria e do Iraque.

A ação do regime comandado por Recep Tayyip Erdogan visa eliminar as milícias e as lideranças curdo-sírias, para estabelecer uma área de segurança de cerca de 30 quilômetros de largura e 480 quilômetros de extensão.

Raqqa chegou a ser apontada como capital do autodenominado califado do Estado Islâmico, desde a proclamação, em 2014, até 2017, quando o grupo foi derrotado pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), aliança liderada pelos curdos sírios. / EFE e AFP

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