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Estado Islâmico usou gás mostarda em ataque a Exército sírio, diz agência oficial

De acordo com fontes americanas e militantes, jihadistas já haviam utilizado o produto químico na Síria e no Iraque

O Estado de S. Paulo

05 Abril 2016 | 11h10

DAMASCO - O grupo Estado Islâmico (EI) atacou o Exército sírio com gás mostarda perto da cidade de Deir es-Zor, capital da província de mesmo nome próxima da fronteira com o Iraque, denunciou a agência de notícias oficial Sana.

"Os terroristas do Daesh (acrônimo do EI em árabe) atacaram o aeroporto militar de Deir es-Zor com obuses que continham gás mostarda, provocando asfixia", afirma a agência. De acordo com fontes americanas e militantes sírios, os jihadistas já haviam utilizado gás mostarda na Síria e no Iraque.

Cerca de 60% da cidade de Deir es-Zor se encontra sob controle do Estado Islâmico, que desde 2014 tenta assumir o controle do aeroporto militar, situado ao sudeste da localidade. Os jihadistas cercam praticamente mais de 200 mil civis, que recebem ajuda de aviões russos.

Na segunda-feira, sete civis, incluindo três mulheres, morreram em um bombardeio do EI contra dois bairros controlados pelo regime, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). A ONG, que tem uma ampla rede de fontes no país, não confirmou o ataque com gás mostarda.

O controle da província de Deir es-Zor é muito importante para o EI porque fica entre a cidade de Raqqa, reduto do grupo, e a fronteira iraquiana, controlada em grande parte pelos jihadistas.

Há algumas semanas, o grupo extremista está sob pressão na Síria, onde o Exército sírio, respaldado pela aviação russa, expulsou o grupo da cidade de Palmyra e de Al-Qaryatayn.

O gás mostarda, conhecido pelo uso na Primeira Guerra Mundial, pode provocar dificuldades respiratórias, cegueira momentânea e bolhas na pele muito dolorosas, embora só seja mortal em quantidades muito elevadas. /AFP e EFE

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