Spencer Platt/Getty Images/AFP
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'Estado pedra-chave', Pensilvânia tem papel crítico na contagem de votos

Números preliminares indicam liderança de Trump, mas maioria das cédulas enviadas pelo correio ainda não foi computada

Danielle Villela e Robin Siteneski, especial para o Estadão

04 de novembro de 2020 | 16h57

FILADÉLFIA - A Pensilvânia faz jus ao seu apelido histórico de "Estado pedra-chave" e segue com um papel crítico na contagem dos votos das eleições presidenciais de 2020. Os resultados para o Estado permanecem inconclusivos nesta quarta-feira, 4, o que mantém aberta a possibilidade de uma vitória para o democrata Joe Biden, já que a contagem dos votos por correio deve se estender pelo menos até sexta-feira, 6.

Os números preliminares divulgados pelas autoridades locais apontam Donald Trump com 54,98% dos votos computados na Pensilvânia até o momento, ou cerca de 2,9 milhões de votos, enquanto Joe Biden aparece com 43,85% dos votos computados, cerca de 2,3 milhões, entre votos presenciais e enviados pelo correio. 

Cerca de 85% dos distritos eleitorais na Pensilvânia já computaram seus votos presenciais. Mas Biden ainda tem chances de aumentar sua vantagem e vencer no Estado, já que 45,8% do total de 2,6 milhões de votos enviados pelo correio foram computados até o momento. Embora Trump tenha ameaçado interromper a contagem, a legislação local da Pensilvânia determina como válidas as cédulas eleitorais que tenham sido enviadas pelo correio até o dia da eleição, 3 de novembro, e recebidas pelas autoridades locais até 6 de novembro.

Democratas depositam grandes esperanças na contagem dessas cédulas, já que cerca de 1,7 milhões dos eleitores que optaram por solicitar o voto pelos correios são oficialmente registrados como Democratas. Mas não há garantia de conversão desses votos.

"Sou registrado como Democrata, sempre votei neles, mas mudei de time. O noticiário diz muita coisa ruim sobre Trump, mas acredito no que vejo com meus próprios olhos: a economia está melhor, ISIS não está nos atacando e outras coisas que eu gosto", disse o gerente automotivo Phil Kale, de 37 anos. "Nas eleições passadas as pesquisas disseram que Hillary (Clinton) iria vencer e eles estavam errados", concluiu. Natural da Filadélfia, Kale votou em Barack Obama nas eleições de 2008 e 2012, mas optou por Trump em 2016 e 2020. 

A Pensilvânia possui 20 delegados no Colégio Eleitoral e recebeu o apelido de "Estado pedra-chave" por sua importância econômica, geográfica e política no período de formação dos Estados Unidos como país. Foi na Filadélfia que a Declaração da Independência e a Constituição foram assinadas. Em 2020, o Estado está entre os que devem decidir as eleições presidenciais.

“A Pensilvânia consegue reunir muitos perfis demográficos dos EUA", explicou Maurício Moura, CEO do Instituto Idea Big Data. “O Estado tem duas regiões metropolitanas muito densas, como é o caso de Pittsburgh e da Filadélfia, mas também uma zona rural e industrial muito relevante e um subúrbio muito extensivo - e muitas eleições nacionais são decididas no subúrbio".

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