AP Photo / Kerstin Joensson
AP Photo / Kerstin Joensson

Governo da Áustria vence disputa para impedir que casa onde Hitler nasceu vire templo nazista

Segundo ministro do Interior, governo agora pode adequar casa dentro da lei para evitar qualquer tipo de atividade relacionada com o nazismo

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2019 | 22h29

VIENA - A mais alta corte da Áustria pôs fim a uma disputa sobre a casa em que Adolf Hitler nasceu, rejeitando a quantia que o ex-proprietário exigiu em compensação, informou o Ministério do Interior nesta segunda-feira, 5. 

A família de Gerlinde Pommer era proprietária da casa amarela de esquina na cidade de Braunau, na fronteira com a Alemanha, há quase um século. 

O governo assumiu o controle do prédio em dezembro de 2016, após anos de disputas legais com Pommer. 

As autoridades austríacas têm se empenhado em evitar que o local, onde Hitler nasceu em 20 de abril de 1889, se torne um templo neonazista. 

Embora ele tenha passado pouco tempo na propriedade, ela continua atraindo simpatizantes do nazismo de todo o mundo. 

Em janeiro, um tribunal regional determinou que o Estado pagasse € 1,5 milhão (US$ 1,7 milhão) a Pommer, muito mais do que os € 310 mil que lhe haviam oferecido originalmente.

Mas outro tribunal anulou este veredicto em abril, concluindo que o atual preço de mercado, fixado por um especialista em € 810 mil, constituiria uma quantia apropriada de compensação. 

O mais alto tribunal da Áustria confirmou agora a decisão de abril, o que significa que Pommer receberá menos indenização do que ela buscava, mas mais do que lhe haviam oferecido originalmente. 

"Após a decisão do tribunal sobre a indenização, um uso para a casa onde Hitler nasceu pode agora ser enquadrado dentro da lei para evitar qualquer tipo de atividade relacionada com o nazismo", disse o ministro do Interior, Wolfgang Peschorn, em um comunicado.

Autoridades convidarão arquitetos a submeterem projetos sobre o futuro do local, disse o comunicado sem dar mais detalhes. / AFP

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