Estados árabes apoiam apelo palestino à ONU

Uma resolução emitida no domingo pede que a Liga Árabe faça pressão em favor do apelo no Conselho de Segurança da ONU

Estadão Conteúdo

08 de setembro de 2014 | 17h00

Ministros das Relações Exteriores árabes apoiaram o apelo do presidente palestino, Mahmoud Abbas, à Organização das Nações Unidas (ONU) para definir um prazo para que Israel dê fim à ocupação de territórios capturados na guerra de 1967 e abra espaço a um Estado palestino independente.

O embaixador palestino no Egito, Jamal al-Shobaki, disse nesta segunda-feira que uma resolução emitida no domingo pede que a Liga Árabe faça pressão em favor do apelo no Conselho de Segurança da ONU e em outros grupos regionais e internacionais. Al-Shobaki disse que os ministros estão discutindo o projeto da resolução.

Abbas fez circular a ideia no mês passado, no auge do conflito entre Israel e palestinos na Faixa de Gaza, como uma maneira de concentrar a atenção internacional nas demandas palestinas por um Estado independente, após esforços fracassados para chegarem a um acordo de paz com os israelenses. Mais de 2,1 mil palestinos morreram durante o confronto, a maioria deles civis. Do lado israelense, 72 pessoas foram mortas.

Al-Shobaki disse que o apelo à ONU segue a linha de outras resoluções internacionais em relação ao estabelecimento de um Estado Palestino e o reconhecimento das fronteiras de 1967 como base para negociação. Ele afirmou, porém, que um veto norte-americano é possível no Conselho de Segurança. Com a oposição de Israel à retomada de suas fronteiras anteriores a 1967, o país deve recorrer aos EUA para frustrar a proposta.

"Essa é uma batalha política", ele disse. O embaixador afirmou que Washington, ao buscar uma aliança internacional para combater o terrorismo na região, deveria reconhecer que a negação de um Estado palestino é usada por militantes para alimentar o radicalismo. "Dar aos palestinos seus direitos será refletido na estabilidade da região", disse al-Shobaki.

Se houver um veto, ele disse, os palestinos vão dar prosseguimento ao projeto de se unirem à Corte Criminal Internacional, onde poderiam acusar Israel por crimes de guerra. Fonte: Associated Press.

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