Estados árabes extraditam funcionários palestinos corruptos

Vários países árabes aceitaram um pedido da Promotoria Geral da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para que lhes extradite uma série de ex-funcionários acusados de corrupção financeira nos últimos anos. "Estamos perseguindo os funcionários corruptos que estão no exterior; não haverá imunidade para ninguém que tenha roubado dos fundos públicos", disse o promotor-geral da ANP, Ahmed al Mughni, em declarações publicadas hoje pelo jornal Jerusalem Post. Segundo o jornal, alguns desses funcionários já chegaram à Faixa de Gaza procedentes do Egito, na primeira vez em que países árabes aceitam extraditar criminosos à ANP. Entre os países que aceitaram colaborar com as autoridades judiciais palestinas estão Egito, Catar e Jordânia, segundo o promotor-geral, que espera que outros Governos também se prestem à cooperação. No entanto, há alguns países árabes que já rejeitaram o pedido da ANP. Nos últimos meses, a ANP intensificou a perseguição a funcionários acusados de corrupção a fim de achar o paradeiro de milhões de dólares desaparecidos dos cofres públicos durante o Governo de Yasser Arafat, falecido no final de 2004.

Agencia Estado,

13 Março 2006 | 06h56

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