Estados islâmicos estudam usar petróleo contra guerra

O primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad, disse que Estados islâmicos discutiram a possibilidade de usar o petróleo como "arma" para evitar uma possível guerra liderada pelos EUA contra o Iraque, mas que não chegaram a um consenso sobre a questão. Países reunidos para uma reunião informal da Organização da Conferência Islâmica, em Kuala Lumpur, reconheceram que haveria "repercussões" se tentassem usar seu controle sobre o mercado internacional de petróleo na campanha antiguerra, relatou Mahathir, após as discussões."Não houve consenso sobre o uso do petróleo como arma. Houve consenso apenas sobre se pensar na possibilidade de usar a arma", disse Mahathir. "Deveríamos ser muito cuidadosos sobre usar essa arma de dois gumes, porque ela pode nos ferir mais do que às outras partes".Quarenta e sete dos 57 Estados-membros da organização se reuniram para conversações informais, entre eles representantes de grandes produtores de petróleo, como o Irã e a Arábia Saudita.O grupo também considerou fazer "causa comum" com manifestantes antiguerra nos países ocidentais, e se posicionaram ao lado da França e da Alemanha nos esforços no Conselho de Segurança da ONU para evitar a guerra.

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