Estados Unidos acusam veterano da Força Aérea de ajudar o EI

Tairod Pugh, de 47 anos, especialista em instrumentos de aviação, teria tentado se juntar ao grupo extremista no começo do ano

O Estado de S. Paulo

17 Março 2015 | 15h47

NOVA YORK - Um veterano da Força Aérea dos EUA foi indiciado nesta terça-feira, 17, por uma corte federal por tentar fornecer apoio material ao grupo extremista Estado Islâmico (EI). Tairod Nathan Webster Pugh, de 47 anos, foi preso em 16 de janeiro em New Jersey e pode ser condenado a 35 anos de prisão se for considerado culpado dos crimes dos quais é acusado.

"Pugh, um cidadão americano, estava disposta a viajar ao exterior para fazer parte da jihad junto com os terroristas que buscam nos causar danos", afirmou o vice-diretor do FBI, Diego Rodríguez.

De acordo com a procuradoria do Brooklyn, em Nova York, Pugh teria tentado se juntar ao EI no começo deste ano ao viajar do Egito para a Turquia, onde cruzaria a fronteira para a Síria. No entanto, as autoridades turcas negaram o visto de entrada e o enviaram de volta para o Egito. Pouco depois, ele foi deportado para os EUA, onde foi preso e teve os materiais que fundamentariam as acusações apreendidos.

Quando estava na ativa, o militar era especialista em sistemas de instrumentos de aviação. Ele também trabalhou em várias empresas de aviação nos EUA e no Oriente Médio. Pugh viveu mais de um ano no exterior antes de ser preso.

Segundo Michael Schneider, advogado de Pugh, o ex-militar alegará inocência na quarta-feira 18.

Semelhanças. No dia 25 de fevereiro, outros três homens foram presos em Nova York acusados de apoiar o EI - dois deles teriam planos de se unir aos jihadistas na Síria.

Abdurasul Hasanovich Juraboev, de 24 anos, Abror Habibov, de 30 anos, ambos do Usbequistão, e Akhror Saidakhmetov, de 19 anos, do Casaquistão, se declararam culpados na sexta-feira 14. / AFP

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