Kevin Lamarque/Reuters
Kevin Lamarque/Reuters

Estados Unidos anunciam que manterão ajuda financeira a países da América Central

Benefício é 'reconhecimento de esforços' que El Salvador, Guatemala e Honduras fizeram para conter imigração ilegal

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2020 | 21h36

NOVA YORK  - O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, anunciou nesta segunda-feira, 13, que Washington pretende continuar com o plano de ajuda financeira para El Salvador, Guatemala e Honduras, reconhecendo os esforços dos três países para conter a migração irregular rumo ao norte.

Em junho de 2019, os Estados Unidos anunciaram que suspenderiam o auxílio aos países que não tomassem medidas concretas para reduzir o número de migrantes que chegam à fronteira americana.

"Como resultado dos esforços sem precedentes e da resposta dos governos dos nossos três parceiros centro-americanos, a chegada de migrantes salvadorenhos, guatemaltecos e hondurenhos caiu 76%", desde que as apreensões na fronteira atingiram um máximo em maio de 2019, declarou Pompeo em um comunicado.

Pressionados, os três países do Triângulo do Norte fecharam acordos migratórios com os Estados Unidos, pactos que são muito criticados por organizações de direitos humanos.

Por outro lado, os Estados Unidos têm um acordo com o México para que os solicitantes de asilo que chegam à fronteira permaneçam nestes países enquanto seu caso é analisado.

Em março deste ano, o número de migrantes detidos na fronteira foi de cerca de 33 mil contra 144 mil apreendidos quando o êxodo atingiu seu máximo.

Pompeo disse ter informado o Congresso de que o governo quer manter a ajuda específica para os países e que este é um passo importante para implementar as políticas do presidente Donald Trump para "reduzir a imigração ilegal ao país".

O governo Trump - que disputará a reeleição em novembro - mantém uma linha dura contra a imigração ilegal e também busca limitar a chegada legal de imigrantes ao país.

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