Estados Unidos e Japão voltam a pedir para China pressionar Coreia do Norte

Subsecretário de Estado dos EUA afirmou em Tóquio que Coreia do Norte tornou-se uma ameaça global

O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2017 | 04h09

TÓQUIO - Altos representantes dos governos de Japão e dos Estados Unidos reafirmaram na terça-feira, 13, em Tóquio, sua posição comum contra o programa nuclear da Coreia do Norte e destacaram a importância da China pressionar o regime de Pyongyang para que ele abandone sua iniciativa armamentícia. 

O subsecretário de Estado dos EUA para Assuntos Políticos, Thomas Shannon, disse após reunião com o responsável do Conselho de Segurança Nacional japonês, Shotaro Yachi, que as provas nucleares e balísticas tornaram a Coreia do Norte "uma ameaça global". 

Ambos concordaram em pedir para a China e para o restante da comunidade internacional que tentem convencer Pyongyang de que o programa nuclear "não abre nenhum caminho de esperança para o futuro", segundo a agência de notícias Kyoda. 

Shannon disse o papel que a China pode exercer no processo ainda "não foi enfatizado o suficiente", assim como o do Conselho de Segurança da ONU e o de outros organismos internacionais, que podem ajudar a "mandar uma mensagem alta e clara à Coreia do Norte". 

Após a visita de dois dias a Tóquio, em que também se reuniu com outras autoridades do país, ele viaja na terça-feira a Seul, onde discutirá uma aliança entre os norte-americanos e a Coreia do Sul. 

A visita ocorre em um momento de especial tensão militar na região depois dos repetidos testes armamentícios de Pyongyang - o último na semana passada - algo que levou a conflitos verbais com a nova Administração Trump, que chegou a insinuar que estuda possíveis ataques preventivos. / EFE

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