(Photo by HO / AFP)
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Estados Unidos enviam navio e mísseis ao Golfo Pérsico

Americanos dizem que medida é resposta à ‘disposição do Irã de conduzir’ ataques na região

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2019 | 21h31

WASHINGTON - O Pentágono aprovou nesta sexta-feira, 10, o envio de uma bateria de mísseis Patriot e um navio da Marinha dos EUA para o Golfo Pérsico, no Oriente Médio, em meio a crescentes tensões entre os Estados Unidos e o Irã

O USS Arlington e uma bateria de Patriots vão se juntar ao grupo de ataque USS Abraham Lincoln, porta-aviões nuclear americano da classe Nimitz, e a uma força-tarefa de bombardeiros B-52, que foram destacados no início da semana para a região em resposta à “maior disposição iraniana de conduzir operações ofensivas”.

O USS Arlington, que transporta fuzileiros navais, veículos anfíbios, navios de desembarque e helicópteros, deve chegar em breve à região. O sistema de mísseis Patriot, fabricado pela Raytheon, podem derrubar mísseis balísticos táticos, mísseis de cruzeiro, drones e aviões de guerra. 

O sistema está atualmente esem uso no Bahrein, na Jordânia, no Kuwait, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos. “Esses elementos se unirão ao porta-aviões USS Abraham Lincoln e a uma força de bombardeiros na região do Oriente Médio”, disse o Pentágono em comunicado.

O novo secretário de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, alertou nesta sexta-feira, 10, o governo iraniano contra qualquer ataque contra forças e interesses dos EUA na região. “Eu diria apenas que é importante que o Irã entenda que um ataque contra os americanos ou nossos interesses seria recebido com uma resposta apropriada.” 

Os democratas no Congresso advertiram o governo do presidente Donald Trump que o movimento de navios, aviões de guerra e tropas poderia desencadear um confronto indesejado. A Guarda Revolucionária do Irã, classificada pelo governo dos EUA como uma organização terrorista, disse que Teerã não negociará com os Estados Unidos e duvidou que haja qualquer ataque americano, um dia depois de Trump dizer que não pode descartar um confronto militar.

Na quinta-feira, o presidente americano exortou o governo iraniano a conversar com ele sobre a suspensão do programa nuclear do país e sugeriu que não pode descartar um confronto militar em razão da alta tensão entre os dois países.

“Não haverá conversas com os americanos, e os americanos não ousarão uma ação militar contra nós”, afirmou Yadollah Javani, vice-chefe de assuntos políticos da Guarda Revolucionária do Irã, de acordo com a agência estatal Tasnim. “Nossa nação vê os Estados Unidos como indignos de confiança e não negociaremos com eles”. / AFP e REUTERS

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