Estados Unidos insistem que clérigo Al-Sadr fugiu para o Irã

Os Estados Unidos insistiram nas afirmações feitas nesta quarta-feira de que o clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr teria fugido para o Irã por conta do início de um novo plano de segurança no Iraque. Mais cedo, um porta-voz do religioso havia negado a informação, e afirmou que ele ainda continua em seu país.O porta-voz do Exército dos Estados Unidos, major-general William Caldwell, disse nesta quarta-feira que "todos os indícios apontam que ele está no Irã e que foi embora no mês passado". A declaração foi feita após quatro seguidores de Sadr disseram que ele ainda estava no Iraque e escondido na cidade sagrada xiita de Najaf. "Nós estamos seguindo o rastro de Moqtada al-Sadr de muito perto", disse Caldwell se referindo ao clérigo antiamericano. Autoridades dos Estados Unidos em Washington que não identificadas sugeriram que ele deixou o país para escapar de operações de forças dos EUA e do Iraque em Bagdá.Um canal americano assegurou que o clérigo tinha abandonado o Iraque há três semanas e partido para Teerã, onde tem parentes. A rede de televisão acrescentou que a viagem de Sadr coincidiu com o aumento do número de tropas dos EUA no Iraque.Já a ABC News informou que Sadr deixou o Iraque por medo de um bombardeio. "Ele teme que uma bomba detone a sua casa", disse uma das fontes à rede de televisãoAl-Sadr anunciou que faria um discurso na segunda-feira em Najaf devido ao aniversário da explosão de um local xiita sagrado no norte de Bagdá, mas isso não ocorreu.Al-Sadr comandava o grupo Exército Mahdi, supostamente envolvido na guerra civil que vem ocorrendo no Iraque desde o início da ocupação americana, em março de 2003.Os Estados Unidos consideram o Exército Mahdi como a maior ameaça à segurança na região e pediram que o primeiro-ministro do Iraque, Nurial-Maliki, que desarmasse o grupo. No entanto, o líder recusou o pedido americano por conta de al-Sadr possuir uma forte presença na bancada do Parlamento.As tropas americanas e iraquianas já capturaram ou mataram centenas de membros do Exército de Mahdi. Al-Sadr rejeitou publicamente violência contra companheiros iraquianos.

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