Jessica Rinaldi/Reuters
Jessica Rinaldi/Reuters

Estados Unidos levam ameaça de possível ataque terrorista 'a sério'

Em entrevista, assessor de combate ao terrorismo de Obama diz que Washington 'não vai relaxar'

Associated Press

11 Setembro 2011 | 14h36

ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro  

 

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos atualmente leva a sério as informações não confirmadas de um possível plano de ataque da organização terrorista Al-Qaeda por ocasião do 10º aniversário dos atentados de 11 de setembro, relembrados neste domingo, 11, disse John Brennan, conselheiro de combate ao terrorismo do presidente Barack Obama.

 

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A ameaça, reportada pelas autoridades na quarta-feira, ainda é "específica e crível", disse Brennan em entrevistas aos canais Fox e CBS. "Mais uma vez: não há nada confirmado, mas o presidente quer ter certeza de que nada fique sem verificação. E é isso que a inteligência, os agentes da lei e os serviços de segurança interna estão fazendo", completou.

 

Os investigadores seguem informações de que a Al-Qaeda teria enviado três homens aos Estados Unidos com a missão de detonar um carro-bomba em Washington ou em Nova York. As autoridades, entretanto, dizem não ter evidências de que membros da organização terrorista teriam entrado no território americano.

 

Brennan disse que os oficiais estão "analisando históricos de viagens e outros tipos de informações e tentando correlacioná-las com os relatos obtidos até agora". "Não há nada confirmado, mas não vamos relaxar. É um trabalho realizado 24 horas por dia por todos os elementos de combate ao terrorismo dos Estados Unidos e também no exterior", disse o conselheiro.

 

A Al-Qaeda disse várias vezes no passado que voltaria a atacar os Estados Unidos, mas os planos da organização foram frustrados em diversas ocasiões. Em maio, o Exército americano matou Osama bin Laden, então líder da rede e responsável pelos ataques de 11 de setembro, o que causou ainda mais promessas de represália dos extremistas.

 

O aparato de segurança foi reforçado tanto em Nova York quanto em Washington nos últimos dias. As duas cidades foram alvos no 11 de Setembro - nos nova-iorquinos viram dois aviões dizimarem as Torres Gêmeas do World Trade Center, enquanto na capital uma aeronave atingiu o Pentágono, sede da Defesa americana.

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