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Estados Unidos liberam documentos encontrados em complexo de Bin Laden

Arquivos de cerca de 200 páginas trazem correspondências escritas e direcionadas ao terrorista

estadão.com.br,

03 Maio 2012 | 10h46

Texto atualizado às 13h42

WASHINGTON - Com o consentimento do governo Obama, o Centro de Combate ao Terrorismo do Exército dos Estados Unidos publicou nesta quinta-feira, 3, 17 cartas e documentos apreendidos dentro do complexo de Abbotabad, onde o terrorista Osama bin Laden se escondeu por anos.

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Os arquivos de cerca de 200 páginas trazem correspondências escritas e direcionadas a Bin Laden. Eles revelam dias difíceis para a Al-Qaeda e para o líder depois de anos de ataques dos Estados Unidos e mostram que Bin Laden estava preocupado com a própria organização e os aliados terroristas.

Mesmo assim, Osama bin Laden planejava novo ataque aos EUA. "Eu pretendo lançar uma declaração de que estamos começando uma nova fase para corrigir (os erros) que cometemos", escreveu Bin Laden, em 2010. "Ao fazer isso, recuperaremos, se Deus quiser, a confiança de um grande segmento de jihadistas."

Até seus últimos dias, Bin Laden manteve o foco em atacar americanos e até mesmo líderes do governo. Ele gostaria, especialmente, de atacar aviões que levavam o General David Petraeus e até mesmo presidente Barack Obama. O raciocínio dele era levar o "completamente despreparado" vice-presidente, Joe Biden, à presidência e condenar os Estados Unidos à crise. 

 

Mas um relatório de análise publicado pelos Estados Unidos sobre as correspondências de Bin Laden o descreve como um líder aborrecido pela incapacidade de grupos terroristas ganharem apoio com campanhas fracassadas e atentados mal planejados que, segundo a visão de Bin Laden, mataram muitos muçulmanos inocentes.

O círculo interno de Bin Laden também ficou frustrado quando, em 2010, as atenções dos Estados Unidos se transferiram para a fraqueza da economia, sem aparentemente creditar à Al-Qaeda os danos econômicos que os terroristas haviam causado. "Toda a conversa política nos Estados Unidos são sobre economia, esquecendo ou ignorando a guerra e seu papel no enfraquecimento da economia", escreveu seu porta-voz, Adam Gadahn.

Com agências de notícias

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