Estados Unidos libertam prisioneiro de Guantánamo

Um cidadão do Kuwait que foi mantido por quase 13 anos na prisão norte-americana de Guantánamo, em Cuba, foi libertado e enviado de volta a sua terra natal, autoridades informaram nesta quarta-feira. Fawzi al-Odah, 37, foi libertado em um acordo com seu país, no qual o governo dos Estados Unidos concluiu que ele não representava mais uma ameaça.

Estadão Conteúdo

05 de novembro de 2014 | 15h13

Fawzi foi preso sem acusações e permaneceu na base militar em Cuba desde fevereiro de 2002, quando estava entre os primeiros prisioneiros a serem levados a Guantánamo sob suspeita de terem ligações com a Al-Qaeda ou o Taleban.

O pai de Fawzi, Khalid al-Odah, defendeu em diversas entrevistas que seu filho era apenas um professor no Afeganistão que havia sido detido injustamente por caçadores de recompensas e entregue aos Estados Unidos.

Essa foi a primeira libertação de Guantánamo desde maio, quando o presidente Barack Obama enfureceu o Congresso norte-americano ao trocar cinco prisioneiros do Taleban pelo sargento do Exército Bowe Bergdahl. Com a nova libertação, a população carcerária da unidade caiu para 148 detentos.

Criada por Obama, a diretoria responsável por avaliar periodicamente o caso dos prisioneiros de Guantánamo determinou que Fawzi provavelmente havia passado por treinamento terrorista no Afeganistão e que pode ter lutado junto da Al-Qaeda e do Taleban. Contudo, o conselho decidiu que ele não possuía grande nível de treinamento e nem uma posição de liderança nos grupos. Fawzi poderia, portanto, ser liberado desde que realizasse um programa de reabilitação para militantes no Kuwait. Fonte: Associated Press.

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