Estados Unidos não irão torturar, afirma Obama

Presidente anuncia nomes de enviados ao Oriente Médio e Paquistão e Afeganistão.

Bruno Garcez, BBC

22 de janeiro de 2009 | 20h39

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira que os EUA ''não irão torturar'' em seu combate a atividades terroristas e na perseguição aos perpetradores de tais atos.Obama afirmou que "uma nova era na liderança americana está começando", pouco após ter assinado um decreto que determina o fechamento dentro de um ano da prisão da base militar americana na Baía de Guantánamo, em Cuba.Nesta quarta-feira, o presidente também assinou medidas que determinam a revisão de tribunais militares de suspeitos de terrorismo e vetam o uso de métodos extremos de interrogatório de prisioneiros.Os comentários do líder americano foram feitos na sede do Departamento de Estado, durante o primeiro dia de trabalho da nova titular da pasta, a ex-senadora Hillary Clinton.Obama fez seu pronunciamento pouco após o anúncio de que os Estados Unidos contarão com um enviado especial ao Oriente Médio, o ex-líder da maioria no Senado americano, George Mitchell, e um enviado especial ao Afeganistão e Paquistão, o ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU, Richard Holbrooke.Os dois nomes têm um histórico de êxito em negociações em áreas de conflito. Mitchell foi o negociador americano na Irlanda do Norte e Holbrooke cumpriu papel idêntico na Bósnia.EnviadosMitchell irá ao Oriente Médio para tentar garantir a implementação de um cessar-fogo duradouro na Faixa de Gaza, território palestino que foi devastado por 22 dias de ofensiva militar israelense contra o movimento Hamas, que controla a região.Apesar de mais conhecido por sua participação na resolução do conflito irlandês, o ex-senador também foi indicado pelo ex-presidente Bill Clinton para negociar acordos de paz entre israelenses e palestinos.Ele é autor de um relatório, datado de 2001, no qual pedia o fim da construção de assentamentos israelenses em territórios palestinos e a repressão por parte dos palestinos de atos terroristas.Richard Holbrooke é reconhecido por seu envolvimento com os acordos de paz de Dayton, que puseram fim à guerra na Bósnia.Ele era um dos favoritos para o posto de secretário de Estado na gestão de Bill Clinton, mas acabou perdendo o cargo para Madeleine Albright.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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