Robert Galbraith/Reuters
Robert Galbraith/Reuters

Estados Unidos pressionam palestinos a negociar antes de irem à ONU

Diálogo é única forma de Israel e Autoridade Palestina resolverem disputas, afirma Hillary Clinton

Reuters

15 Setembro 2011 | 21h21

SÃO FRANCISCO - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta quinta-feira, 15, que há uma crescente percepção entre palestinos e israelenses de que suas disputas podem ser resolvidas somente por negociações, e não por decisões unilaterais como a da Autoridade Palestina, que quer buscar o reconhecimento de seu Estado na Assembleia Geral das Nações Unidas na semana que vem.

 

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"Não posso dizer quanto sucesso conseguiremos com nossos esforços, mas acho que há um reconhecimento crescente não apenas das partes e da região - mas também do resto do mundo - de que não há uma verdadeira resposta para essas questões que compartilhamos que não sejam negociações em assuntos importantes, como fronteiras e segurança. Esses assuntos só podem ser resolvidos por negociações e não serão resolvidos por outro caminho tomado em direção à ONU", disse a diplomata.

 

Hillary se recusou a dar detalhes sobre os esforços empreendidos pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pelo ex-premiê britânico Tony Blair para que palestinos e israelenses retomem as negociações de paz e para amenizar os atritos na Assembleia Geral da ONU na semana que vem.

 

O presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, confirmou que levará à ONU um pedido para que o Estado palestino seja reconhecido como um membro oficial do órgão internacional, iniciativa completamente rejeitada pelo governo de Israel, que julga o movimento como um modo de destruir sua legitimidade. Abbas e o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, falarão no mesmo dia na ONU.

 

Os Estados Unidos, aliados de Israel, também se opõem à iniciativa e dizem que usarão seu poder de veto para impedir que o Estado palestino seja reconhecido. Washington considera que a decisão unilateral dos palestinos vai prejudicar as negociações de paz na região.

 

Os palestinos podem buscar o reconhecimento no Conselho de Segurança - onde os Estados Unidos têm poder de veto - ou na Assembleia Geral - onde necessitariam de 129 votos entre os 193 membros da ONU. O Estado palestino abrangeria a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, ocupados por Israel desde a guerra de 1967.

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