EUA promete 'resposta significativa' se chavismo agredir oposição na Venezuela

EUA promete 'resposta significativa' se chavismo agredir oposição na Venezuela

Assessor de Segurança Nacional dos EUA afirmou que a Casa Branca irá adotar uma "resposta significativa" se notar "violência e intimidação" contra a oposição venezuelana

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2019 | 20h01

WASHINGTON - O assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, disse no domingo, 27, que a Casa Branca irá adotar uma "resposta significativa" se notar "violência e intimidação" contra a oposição venezuelana ou contra a equipe diplomática dos EUA em Caracas.

"Qualquer [ato de] violência e intimidação contra o pessoal diplomático americano, o líder democrático da Venezuela, Juan Guaidó, ou a própria Assembleia Nacional representaria um grave ataque ao Estado de Direito e será recebido com uma resposta significativa", disse Bolton em sua conta no Twitter.

O assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também escreveu que "o apoio de Cuba e seu controle sobre a segurança de [Nicolás] Maduro e forças paramilitares são bem conhecidos", em uma aparente advertência direcionada também ao governo cubano.

Em outro tweet, Bolton assegurou que os Estados Unidos "estão ajudando a recuperar um futuro brilhante para a Venezuela".

"Estamos aqui para pedir a todas as nações que apoiem as aspirações democráticas do povo venezuelano enquanto tentam libertar-se do estado ilegítimo da máfia do ex-presidente Maduro", acrescentou.

Esta semana, Trump reconheceu Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino, como o governante legítimo da Venezuela, e alertou que "todas as opções estão sobre a mesa" caso Nicolás Maduro não aceite entregar o poder a Guaidó.

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A Casa Branca alertou que até agora "mal arranhamos a superfície" do que poderá ser feito sobre possíveis sanções contra Maduro.

Trump também não descartou a possibilidade de ação militar na Venezuela, embora o senador Marco Rubio, influente nas deliberações da Casa Branca no país sul-americano, disse neste domingo em entrevista à NBC que ninguém que ele conhece defende essa medida.

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O Departamento de Estado determinou na quinta-feira passada a saída de membros não essenciais da embaixada americana em Caracas e dos parentes dos diplomatas norte-americanos no país. No entanto, uma fonte do Departamento de Estado disse à Agência EFE que esta decisão foi tomada pela "situação de segurança na Venezuela" e não em resposta à ordem de Maduro, que anunciou o rompimento das relações com os Estados Unidos e deu 72 horas para os diplomatas dos EUA deixarem o país.

"Não temos planos para fechar a embaixada" em Caracas, assegurou a fonte, que pediu anonimato. /EFE

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