Natacha Pisarenko / AP
Natacha Pisarenko / AP

EUA reconhecem Jeanine Áñez como presidente interina da Bolívia

Subsecretário de Estado para a América Latina diz no Twitter que espera trabalhar com ela para organizar 'eleições livres e justas o mais rápido possível, de acordo com a Constituição'

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2019 | 03h36
Atualizado 13 de novembro de 2019 | 12h21

O governo dos Estados Unidos reconheceu nesta quarta-feira, 13, a senadora da oposição Jeanine Áñez como presidente interina da Bolívia após a renúncia de Evo Morales, anunciada no domingo.

"A presidente interina do Senado, Áñez, assumiu as responsabilidades de presidente interino da Bolívia", disse no Twitter o subsecretário de Estado para a América Latina, Michael Kozak. "Esperamos ansiosamente trabalhar com ela e outras autoridades civis no país enquanto organizamos eleições livres e justas o mais rápido possível, de acordo com a Constituição", acrescentou.

Washington apoiou a saída do poder de Evo e, na terça-feira, o embaixador dos EUA na Organização dos Estados Americanos (OEA), Carlos Trujillo, considerou "ridículo" falar de um golpe na Bolívia ao liderar uma quinzena de países da região. Eles pediram para virar a página. "Se houve alguma ameaça à democracia, foi a do governo liderado pelo ex-presidente Morales", acrescentou.

Na mesma linha, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que, com a partida de Evo, "a democracia é preservada" na Bolívia e disse que está enviando uma mensagem aos líderes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Nicarágua, Daniel Ortega. "Esses eventos enviam um forte sinal aos regimes ilegítimos da Venezuela e da Nicarágua de que a democracia e a vontade do povo sempre prevalecerão", disse o republicano em um comunicado.

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Trump afirmou ainda que, com a queda de Evo, o continente americano "está um passo mais perto" de ser "totalmente democrático, próspero e livre". Além disso, ele elogiou o papel dos militares que forçaram o presidente indígena a sair. "Os EUA aplaudem o povo boliviano por exigir liberdade e os militares bolivianos por cumprirem seu juramento de proteger não apenas uma pessoa." / EFE

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