Miguel Gutiérrez/EFE
Miguel Gutiérrez/EFE

Estados Unidos suspendem voos para a Venezuela

Proibição para aviões comerciais e de carga acontece um mês após American Airline, última empresa aérea americana a operar no país, suspender seus voos

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2019 | 16h46
Atualizado 15 de maio de 2019 | 21h19

WASHINGTON — O Departamento de Transportes dos Estados Unidos ordenou nesta quarta-feira, 15, a suspensão de todos os voos comerciais e de cargas entre o país e a Venezuela. As autoridades citaram relatos de "violência" nos arredores de aeroportos do país, e afirmaram que não é possível garantir a segurança dos passageiros, equipes e aeronaves.

Em comunicado, o departamento informou que a proibição foi acordada com o secretário de Estado, Mike Pompeo, e com o Departamento de Segurança Nacional. 

A proibição vem depois de a American Airlines, que era a principal empresa americana a voar para a Venezuela, suspender indefinidamente todos os voos ao país em março. A companhia operava rotas de Miami para Caracas e Maracaibo, e desde o dia 15 daquele mês interrompeu as viagens, também por razões de segurança.

Voos

United Airlines e Delta, as outras duas grandes companhias aéreas dos Estados Unidos, deixaram de voar para a Venezuela em 2017. Em abril, a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) havia proibido que voos de operadores americanos sobrevoassem o espaço aéreo venezuelano a uma altura inferior a 26 mil pés.

A decisão desta quarta é parte de uma série de sanções aplicadas pelo governo americano de Donald Trump contra o regime de Nicolás Maduro. Intensificada nos últimos quatro meses, a campanha tenta arregimentar apoios ao líder oposicionista Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino do país.

Procurado pela agência Reuters, o ministro de Comunicação e Informação venezuelano, Jorge Rodríguez, não havia se manifestado até a conclusão do texto. / REUTERS

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