Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
AFP
AFP

Estados Unidos vão participar de investigação sobre queda de avião no Irã

Agência independente nomeou representante para o trabalho; há suspeita de que míssil iraniano teria abatido a aeronave

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2020 | 23h48

O Conselho Nacional de Segurança em Transportes dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 9, que aceitou um convite do Irã para participar da investigação sobre o avião ucraniano que caiu na última quarta-feira, 8, em Teerã.

O conselho, uma agência independente do governo dos EUA que se dedica à investigação de acidentes aéreos, disse em comunicado que a Organização da Aviação Civil do Irã o autorizou a fazer parte dos estudos sobre o incidente.

"O NTSB (sigla em inglês do Conselho Nacional de Segurança dos Transportes) nomeou um representante credenciado para a investigação do incidente", afirmou a agência em comunicado.

Como o avião era um Boeing 737-800, fabricado nos Estados Unidos, as regulamentações internacionais permitem que Washington participe das investigações. No entanto, não está claro quanta ação o representante do NTSB terá, uma vez que as sanções dos Estados Unidos complicam a cooperação com o Irã.

O anúncio ocorreu horas depois que fontes de inteligência dos Estados Unidos garantiram a vários meios de comunicação que eles tinham indicações de que o avião, o voo 752 da Ukranian International Airlines (UIA), pode ter sido acidentalmente abatido pelo Irã com um míssil.

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau confirmou mais tarde que seu governo tem "evidências" de que a aeronave "foi abatida por um míssil iraniano", embora ele tenha dito que possa ter sido por engano.

O acidente ocorreu logo após a República Islâmica lançar mais de uma dúzia de mísseis balísticos contra duas bases militares no Iraque usadas pelas forças americanas, em retaliação pelo assassinato em 3 de janeiro do poderoso general iraniano Qassim Suleimani em uma operação militar em Bagdá.

No entanto, as autoridades iranianas negaram a hipótese de uma demolição acidental com um míssil e a enquadraram em uma suposta "guerra psicológica contra Teerã".

"O Irã congratula-se com a presença de especialistas de países cujos cidadãos morreram no trágico acidente e pede ao primeiro-ministro do Canadá e a qualquer outro governo informações sobre esse assunto para fornecer informações ao comitê que investiga o acidente", disse o porta-voz iraniano Abbas Musaví.

Pelo menos 63 canadenses, a maioria de origem iraniana, estavam viajando no avião que cobria a linha Teerã-Kiev e caiu depois de decolar do Aeroporto Internacional Imam Khomeini, causando a morte de seus 176 ocupantes.

O NTSB enfatizou em sua declaração que não "especulará sobre a causa do incidente" e esclareceu que "seu grau de participação" na investigação ainda está para ser determinado. /EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.