Erin Schaff / The New York Times
Erin Schaff / The New York Times

Estados Unidos vão retirar todos seus diplomatas da Venezuela

Secretário de Estado, Mike Pompeo, tomou decisão - que será efetivada ainda nesta semana - em razão da 'deterioração da situação venezuelana' e pela conclusão de que manter equipe diplomática no país 'se tornou obstáculo na política americana'

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2019 | 02h27
Atualizado 12 de março de 2019 | 09h20

WASHINGTON - Os Estados Unidos ordenaram a retirada da última equipe que permanecia na embaixada do país na Venezuela. A saída deverá ocorrer até o fim desta semana. O anúncio foi feito na noite da segunda-feira, 11, pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, que justificou a decisão pela "deterioração da situação" venezuelana. Um apagão atinge o país desde a quinta-feira, 7.

"Assim como a decisão de 24 de janeiro, de retirar todos os servidores e reduzir a equipe da embaixada ao mínimo, esta decisão reflete a situação deteriorada que acontece na Venezuela, além da conclusão de que a presença de equipe diplomática dos Estados Unidos na embaixada se tornou um obstáculo na política americana", disse o Departamento de Estado

A decisão de janeiro foi tomada no dia seguinte ao governo de Nicolás Maduro ordenar a expulsão de todos os funcionários diplomáticos dos EUA na Venezuela e após o reconhecimento, por parte do presidente Donald Trump, do líder da oposição Juan Guaidó como mandatário venezuelano.

Os EUA, no entanto, responderam que não iriam retirar seu pessoal por não reconhecer a autoridade de Maduro, se referindo a ele como "ex-presidente".

A Venezuela suspendeu atividades escolares e empresariais nesta terça-feira, enquanto o apagão de energia elétrica continua, informou o Ministro da Informação, Jorge Rodriguez, em um comunicado televisionado na segunda. É a terceira paralisação do país desde o início do blecaute, na semana passada

Washington lidera uma estratégia internacional para depor Maduro e entregar o poder a Guaidó, que recebeu o reconhecimento de mais de 50 países, entre eles o Brasil. Maduro, por sua vez, é apoiado pela Rússia e China, assim como Cuba, México e Bolívia. / REUTERS, AP e EFE 

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