Hiroko Masuike/The New York Times
Hiroko Masuike/The New York Times

EUA voltam a permitir entrada de refugiados de 11 países

A partir de agora, os cidadãos das nações listadas passarão por avaliações mais rígidas, com base no risco do local de origem

O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2018 | 04h05
Atualizado 30 Janeiro 2018 | 09h23

WASHINGTON - Os EUA voltaram a autorizar na segunda-feira 29 a entrada de refugiados de 11 países - 94 dias depois da suspensão - e ampliaram as medidas de segurança do programa que fiscaliza a entrada desses imigrantes no território americano.

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O governo do presidente Donald Trump já tinha voltado a autorizar a entrada de refugiados no país em outubro, mas determinou um reforço na fiscalização dos pedidos e excluiu do processo os cidadãos de 11 países que não foram identificados.

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A lista, que começou a ser elaborada depois dos atentados de 11 de setembro de 2011, foi atualizada pela última vez em 2015. A relação contém países que "apresentam potencialmente um risco maior para os EUA", segundo funcionários do governo.

A imprensa local afirma que o documento inclui 10 países de maioria muçulmana e a Coreia do Norte. Segundo grupos de defesa dos direitos dos refugiados, são eles: Egito, Irã, Iraque, Líbia, Mali, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria e Iêmen.

"A lista não têm nada a ver com a religião majoritária desses países, mas sim com o risco que eles representam para nossa nação", afirmaram as mesmas fontes do governo.

A partir de agora, os cidadãos desses países passarão por avaliações mais rígidas, com base no risco do local de origem. "É importante que saibamos quem entra nos EUA", indicou em nota a secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen.

Ela explicou que as medidas dificultarão a possibilidade de pessoas má intencionadas usarem o programa de refugiados e garantirão que o risco seja o principal critério de avaliação. A secretária ressaltou que a lista de países de risco e os critérios de seleção serão revisados a cada seis meses.

Durante o ano fiscal de 2018, os EUA pretendem receber um máximo de 45 mil refugiados, o que representa uma redução de 60% em relação a 2017.

Trump decidiu retirar os EUA do Pacto Mundial da ONU sobre Proteção de Imigrantes e Refugiados em dezembro por considerar que a política migratória do país deve ser determinada apenas pelos americanos. / EFE

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