Will Oliver/EFE/EPA
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Estátua de Churchill será descoberta em Londres para visita de Macron

Escultura havia sido trancada em uma caixa para evitar depredação durante protestos na capital britânica

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2020 | 03h30

Trancada em uma caixa para ficar protegida durante os protestos antirracistas em Londres, a estátua do ex-primeiro-ministro britânico e herói da 2ª Guerra, Winston Churchill, será descoberta para uma visita do presidente francês, Emmanuel Macron, nesta quinta-feira, 18.

Macron viajará à capital britânica na quinta-feira, 18, para marcar o 80º aniversário do apelo ao povo francês pelo general Charles de Gaulle, do exílio em Londres, pedindo que resistissem à ocupação nazista.

Será o primeiro deslocamento de Macron desde o final de fevereiro, devido à pandemia. O presidente francês escapará da quarentena de 14 dias imposta pelo Reino Unido, graças a uma exceção para as delegações oficiais.

Também em Cenotafio, um monumento aos mortos e as estátuas de Nelson Mandela e Mahatma Gandhi tiveram de ser protegidos, devido à convocação de uma contramanifestação da extrema-direita no fim de semana passado, que levou a confrontos com a polícia.

O monumento de Churchill havia sido danificado, como outros símbolos do passado colonial britânico, em um dos primeiros protestos antirracistas em Londres, quando um manifestante escreveu com tinta no pedestal "foi um racista".

Um busto de De Gaulle também foi recentemente atacado na cidade de Hautmont, norte da França.

A depredação do monumento de Churchill gerou indignação no Reino Unido, particularmente do primeiro-ministro Boris Johnson, grande admirador do líder histórico, sobre quem escreveu uma biografia anos atrás.

"Resistirei com cada respiração de meu corpo a qualquer tentativa de remover essa estátua da Praça do Parlamento e, quanto mais cedo seu escudo protetor for retirado, melhor", afirmou. "Estamos buscando novas maneiras de legislar contra o vandalismo dos monumentos de guerra", completou. A imprensa mencionou possíveis penas de prisão para os infratores. /AFP

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