Estátua de Confúcio é inaugurada em praça de Pequim

Uma nova figura faz companhia a Mao Tsé-tung na Praça Tiananmen (também conhecida como Praça da Paz Celestial). O governo inaugurou uma gigantesca estátua de bronze do filósofo Confúcio, que viveu entre 551 a.C. e 479 a.C. A instalação da estátua de Confúcio na praça tem enorme significado político para os chineses e é o sinal mais claro que o autoritário governo chinês, que se declara socialista, avaliza os ensinamentos de Confúcio, ou pelo menos alguns deles.

AE, Agência Estado

21 de janeiro de 2011 | 17h53

Confúcio está novamente na moda e aparece em livros, filmes, na televisão e também nas salas de aula. A mensagem de harmonia social e respeito às autoridades, pregadas pelo filósofo, não representa ameaça para o Partido Comunista. Sua ênfase na ética é bem-vista por uma população chinesa que enfrenta mudanças sociais aceleradas e o impacto do crescimento econômico.

O governo chinês está promovendo a popularidade de Confúcio para reformar a identidade cultural do país. "O crescimento de um país requer uma base cultural e a cultura chinesa valoriza o espírito de harmonia", disse Wu Weishan, um escultor que já fez mais de 200 estátuas do filósofo. "As ideais básicas de Confúcio são amor, amabilidade, sabedoria e generosidade. O que as pessoas mais querem é paz e prosperidade".

A estátua de bronze de 9,5 metros mostra Confúcio com uma toga e uma expressão séria e está no setor oriental da praça, olhando para o retrato de Mao. Os turistas chineses tiram fotos da estátua e vários afirmam que os ensinamentos de Confúcio são válidos para a China moderna, onde o consumismo e a veneração ao dinheiro viraram preocupações nacionais. As informações são da Associated Press.

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