AP Photo/Eric Risberg
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Estátuas de bronze lembram sofrimento de escravas sexuais na 2ª Guerra

Monumento em homenagem às 'mulheres-conforto foram instalados em San Francisco; em Nova York, escultura denunciou desigualdade de gênero

O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2017 | 21h28

Estátuas de bronze foram inauguradas na última sexta-feira, 22, em San Francisco, nos Estados Unidos, em homenagem às "mulheres conforto", como as vítimas de crimes sexuais por soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial ficaram conhecidas. 

A sul-coreana Yong-soo Lee, de 89 anos, uma das sobreviventes dos abusos, veio da Coreia do Sul para participar da cerimônia. O memorial, na Chinatown, lembra o sofrimento de mulheres, forçadas a irem a bordeis com soldados japoneses em territórios ocupados pelo país nas décadas de 1930 e 1940.

Segundo ativistas sul-coreanas, mais de 200 mil mulheres foram escravizadas sexualmente no período. A prática também aconteceu em países como China, Taiwan e Filipinas. Em 2015, o Japão emitiu uma desculpa formal e fez um acordo para pagar US$ 8,3 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões) em indenizações às vítimas e suas famílias. 

Na cerimônia, Young-soo Lee ergueu o punho e disse à multidão que as estátuas continuarão até que haja um memorial para as "mulheres de conforto" na capital japonesa. 

Em agosto deste ano, estátuas de mulheres conforto foram instaladas em ônibus de Seul em memória às escravas sexuais durante a Segunda Guerra. As estátuas foram colocadas em cinco veículos. No ano passado, uma 'mulher conforto' de 1,5 m de altura foi instalada por ativistas em frente à embaixada japonesa da cidade sul-coreana de Busan.

 Nova York. Uma estátua de bronze com pouco mais de 1,2 metro foi colocada na praça de Wall Street, no centro de Nova York, por um banco de investimentos que quis chamar atenção para a disparidade de representatividade e salários entre homens e mulheres no mercado financeiro da maior cidade norte-americana. 

Logo depois da sua inauguração, a estátua se tornou uma atração turística no local e como ela foi instalada em terreno público, seria retirada no início de abril. Pelo menos 35 mil pessoas assinaram uma petição pedindo para o prefeito mantê-la no local em definitivo. Internautas americanos comemoraram a decisão da prefeitura. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

 

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