Twitter / William Want / @ willwantwrites
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Estátuas de escravocratas viram alvo em manifestações

Monumentos são depredados nos EUA e na Europa e autoridades falam em removê-los definitivamente

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2020 | 20h02

WASHINGTON - Estátuas de escravocratas pelo mundo têm sido depredadas em meio aos protestos pela morte de George Floyd, um negro que morreu asfixiado por um policial branco, em Minneapolis, no dia 25. 

Ontem, em Bristol, na Inglaterra, manifestantes derrubaram a estátua de mais de 5 metros do traficante de escravos Edward Colston (1636-1721). O monumento, erguido em 1895, foi depois jogado no rio Avon, que corta a cidade. A empresa de Colston levou pelo menos 100 mil negros da África para as Américas e Caribe. 

Na Bélgica, várias estátuas do rei Leopoldo II, o sanguinário colonizador da República Democrática do Congo, foram manchadas com tinta vermelha e uma petição agora pede para que todas sejam retiradas.

Para Entender

O caso George Floyd

Homem negro de 46 anos foi morto por policial branco durante abordagem; desencadeados pelo assassinato, protestos contra o racismo e a violência policial eclodiram nos EUA e no mundo

Nos Estados Unidos, os alvos têm sido as estátuas de líderes confederados, que defendiam a escravidão na Guerra de Secessão (1861-1865). Com isso, autoridades têm anunciado que pretendem removê-las. 

O governador da Virgínia, Ralph Northam, anunciou que uma estátua do general Robert E. Lee, em Richmond, capital da Confederação será retirada. O monumento foi depredado na semana passada. No Alabama, uma estátua do almirante confederado Raphael Semmes já foi removida. / REUTERS, EFE e AFP 

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